Nova 381 testa técnica sustentável para reaproveitar material fresado na conservação da BR-381

A Nova 381 realizou um teste experimental para aplicação de microrrevestimento utilizando material da fresagem do asfalto. A iniciativa faz parte dos estudos da concessionária para ampliar o reaproveitamento dos resíduos gerados durante as obras de conservação da BR-381 e reduzir os impactos ambientais relacionados à destinação desse material.

O teste foi realizado em uma das alças de acesso do trevo de Nova Era. “Uma das vantagens da técnica é a rapidez na execução: em condições adequadas, um trecho de aproximadamente um quilômetro pode ser aplicado pela manhã e liberado para o tráfego poucas horas depois”, explica Ricardo Franco, gerente de fiscalização da Via Gestão, gerenciadora das obras da Nova 381.

A proposta da Nova 381 é estudar a utilização do material fresado na produção de soluções para a conservação do pavimento. Com o reaproveitamento, a concessionária busca, nos próximos anos, utilizar até 100% do material proveniente da fresagem em serviços de manutenção, reduzindo a necessidade de descarte ou destinação externa.

Mais vida útil para o pavimento

O microrrevestimento é uma técnica utilizada para conservar o pavimento antes que ele apresente um nível mais avançado de deterioração. A aplicação cria uma nova camada sobre o asfalto, ajudando a prolongar sua vida útil e antecipando a necessidade de intervenções mais complexas, além de melhorar as condições de segurança da pista. “O microrrevestimento proporciona uma textura mais rugosa ao pavimento, semelhante ao efeito de uma lixa, aumentando a aderência dos pneus e contribuindo para uma superfície de rolamento mais segura”, ressalta Ricardo.

Economia e sustentabilidade

O reaproveitamento do material fresado pode gerar benefícios ambientais, técnicos e econômicos. Do ponto de vista ambiental, a iniciativa reduz a necessidade de destinação do material retirado das pistas. Tecnicamente, permite utilizar um recurso já disponível em soluções voltadas à conservação. Já do ponto de vista econômico, a expectativa é reduzir custos e ampliar a eficiência dos serviços de manutenção.

“A intenção é levar essa solução para diferentes pontos da rodovia, sempre de forma preventiva. O objetivo é atuar antes que o pavimento se deteriore, aumentando sua vida útil e, ao mesmo tempo, reaproveitando o material que já temos”, finaliza Ricardo.

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