Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Julgar ou omitir-se”

Quantas vezes pela vida afora sabendo que alguém é inocente, vemo-lo ser acusado de um erro damo-nos de ombros pensando: “isso não é comigo, portando nada nos que preocupar, meter o bedelho ou o nariz na carniça é sair fedendo” não é verdade? É imperioso sermos senhores de nossas decisões e jamais permitir que alguém possa condenar um inocente sem movermos em sua defesa. Reflitamos que nossa decisão tanto pode mudar sua vida como pode alterar o destino do mundo. É um exagero? Sim é um exagero, mas este mundo é de amor ao próximo. Ninguém, na terra deve ser condenado sem uma ampla e geral defesa, por mais difícil que sejam as circunstâncias.

Como advogado que fui num passado remoto, nunca me furtei em defender a que precisava de uma boa defesa, e, na maioria das vezes “trabalhei de graça”, a pedido dos juízes de então. Dedicava-me em estudar o processo, ia fundo nos pormenores e lá, encontrava os ditames da defesa, tal e qual procurar uma agulha num palheiro.

Em várias situações ao longo da vida nos deparamos com diversos caminhos, E, na maioria das vezes temos que tomar decisões, outra verdade, porém, só podemos seguir um só caminho. À vezes estamos bastante seguros sobre o que fazer, mas nem sempre as escolhas são as que queremos porque mágoas passadas impendem- nos de crescer e o medo nos paralisa, assim com o apego a dinheiro e ao próximo distancia-nos de Deus, raiz de todos os desejos. Nunca é tarde demais para desacostumar-se de algo. Dá prazer aprender algo novo e belo, assim como largar aquilo que custa muito esforço e corrigir hábitos inveterados que há muito tempo se instalaram, principalmente, um mau costume adquirido. Como é difícil. Largar uma bebida alcóolica quando somos dependentes, até os cigarros, são difíceis, eu sei. Passei por essa fase em minha vida.

Aprendi com a vida que ter força de vontade e vencer obstáculos só depende de você, mais ninguém, isso eu tive e ainda posso ter, pois outros vícios só prejudicam a saúde e esta é atingida pelo resto da vida. Quando bebia cachaça, e bebi muito durante alguns anos, compreendi que estava me suicidando. Acordei a tempo e larguei tudo, pois queria viver mais. Gente viver é bom, muito bom, basta você tomar coragem e ter decisões na hora que ouve apalavra de Deus no meu coração.

O ser humano quando é firme, paciente, simples, natural e tranquilo, com certeza está perto, muito perto da virtude. Viver é rasgar-se e remendar-se, pois as coisas mudam no devagar depressa dos tempos. Podemos encerrar nosso encontro de hoje lembrando o exemplo das formigas; elas não falam, porém, trabalham em silêncio.

Uma vida não seja qualquer vida, esta basta ser vivida e sonhada A vida humana é igual a um livro aberto e só você, somente você que é o autor de suas páginas pode folheá-las e ler. Na leitura pura e simples você cria o enredo e o ritmo e, ninguém mais, senão você mesmo pode virar cada página ou modificá-las. Pensem nisso e viva Santo Antônio. Hoje é dia consagrado a este milagroso Santo.

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