Briga entre vizinhos por causa de poda de árvore termina com dois mortos em São Domingos das Dores

Desentendimento ocorreu na zona rural; homem de 76 anos e outro de 41 morreram após troca de tiros. Jovem envolvido alega legítima defesa

Uma discussão entre vizinhos motivada por uma poda de árvore terminou em uma tragédia na tarde desta terça-feira (11), no Córrego do Belém, área rural de São Domingos das Dores, no Leste de Minas Gerais. O conflito resultou na morte de Miguel Chagas da Silva, de 76 anos, e Eberto Silvestre Guimarães Barro, de 41 anos, conhecido como “Tiquinho”.

Segundo as informações apuradas, a confusão começou quando Eberto e o filho foram até a divisa entre as propriedades para cortar galhos de um pé de manga. Miguel, que morava no terreno vizinho, não teria concordado com a intervenção.

Durante a discussão, o idoso teria sacado uma arma de fogo e efetuado disparos contra Eberto. Ao presenciar o pai sendo baleado, o filho reagiu e entrou em luta corporal com Miguel. Conforme os relatos, o jovem conseguiu desarmar o idoso e efetuou disparos contra ele.

Miguel morreu ainda no local. Eberto chegou a ser socorrido com vida e encaminhado para uma unidade hospitalar em Caratinga, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve a morte confirmada após dar entrada no hospital.

Jovem foi localizado pela PM

Após o confronto, a Polícia Militar realizou buscas na região e localizou o jovem envolvido. Segundo os militares, ele não ofereceu resistência e entregou voluntariamente a arma utilizada na ocorrência.

A Perícia Técnica da Polícia Civil esteve no local para realizar os levantamentos. Os corpos das duas vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Caratinga.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil de Minas Gerais, que instaurou inquérito para apurar a dinâmica do confronto e as responsabilidades criminais.

Defesa alega legítima defesa

Após os primeiros procedimentos legais, o jovem foi liberado para responder ao processo em liberdade. A defesa sustenta a tese de legítima defesa, argumentando que ele teria agido diante de uma situação concreta de risco para si e para o pai.

Segundo os advogados, a versão apresentada é respaldada por depoimentos, interrogatórios e vídeos que teriam registrado o momento do confronto.

A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá esclarecer oficialmente as circunstâncias do caso e concluir o inquérito.

O episódio chama atenção para a dimensão que conflitos aparentemente cotidianos podem alcançar. Uma discussão relacionada à divisa de propriedades e à poda de uma árvore terminou com duas pessoas mortas e uma investigação criminal em andamento.

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