Mãe de irmãos desaparecidos em Bacabal deve se encontrar com Interpol nesta quarta (9)

Organização ofereceu ferramentas de cooperação internacional para auxiliar nas buscas por Agatha, de 6 anos, e Allan, de 4

PorMaria Antônia Rebouças e Gabriela Neves/Itatiaia

Crianças desaparecidas em Bacabal • Reprodução/Redes Sociais

A mãe dos irmãos Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no interior do Maranhão, deve se reunir nesta quarta-feira (9) com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís.

O encontro ocorre após a Interpol oferecer apoio às buscas pelas crianças. Segundo a advogada da família, a organização colocou ferramentas de cooperação internacional à disposição das autoridades, que poderão ser utilizadas caso surjam informações de que os irmãos estejam fora do Brasil.

O apoio da Interpol, no entanto, não significa que Agatha e Allan tenham sido encontrados. Também não há qualquer indicação de que os irmãos estejam entre as 163 crianças resgatadas recentemente durante uma operação nos Estados Unidos.

A reunião deve esclarecer à família como os mecanismos de cooperação internacional poderão ser utilizados no caso.

Relembre o caso

Crianças desaparecidas em Bacabal • Foto: Reprodução | Prefeitura de Bacabal

  • Desaparecimento: Agatha Isabelly, Allan Michel e o primo Anderson Kauã desapareceram em 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar nas proximidades da casa da avó, em uma área de mata no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
  • Anderson é encontrado: Três dias depois, Anderson Kauã foi localizado com vida em uma área de mata próxima ao local onde os três haviam sido vistos pela última vez. Ele estava debilitado, desidratado e assustado. Após receber atendimento médico, permaneceu em observação e posteriormente recebeu acompanhamento psicológico.
  • Depoimento do primo: Depois de se recuperar, Anderson prestou depoimento especial à polícia. Segundo o relato, os três caminharam juntos pela mata até chegarem a uma casa abandonada, conhecida na região como “casa caída”. Em determinado momento, Anderson se separou dos primos para procurar ajuda e acabou se perdendo.
  • Casa abandonada: Cães farejadores indicaram que as três crianças passaram pelo imóvel. As equipes encontraram indícios da presença delas no local, mas nenhuma evidência foi suficiente para esclarecer o que aconteceu com Agatha e Allan depois.
  • Força-tarefa: O desaparecimento mobilizou bombeiros, policiais civis e militares, Defesa Civil, equipes especializadas, voluntários e moradores. As buscas também contaram com apoio de forças nacionais e pessoas que viajaram de outros estados.
  • Tecnologia nas buscas: Foram utilizados cães farejadores, drones, helicópteros, embarcações e equipamentos de georreferenciamento. As equipes fizeram buscas terrestres, aquáticas e sobrevoos em áreas de mata, rios e regiões alagadas.
  • Amber Alert: O caso também foi incluído no protocolo Amber Alert, ferramenta utilizada para ampliar a divulgação de desaparecimentos de crianças e facilitar o recebimento de informações que possam ajudar nas buscas.
  • Oito meses depois: Apesar da mobilização e das diversas linhas de investigação analisadas pela Polícia Civil do Maranhão, o paradeiro de Agatha e Allan continua desconhecido.

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