Por ASCOM-PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na madrugada desta quinta-feira (29/10), em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o último investigado que permanecia foragido após a operação Gargântua, deflagrada em 20 de agosto. O homem, de 35 anos, foi localizado no bairro São Damião.

A investigação, conduzida pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), por meio da 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), apurou a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em agiotagem, extorsão, sequestro, lavagem de dinheiro e outros crimes.
O inquérito resultou no indiciamento de 15 pessoas. Até o momento, sete investigados estão presos e outros quatro respondem ao processo em liberdade provisória.
Apreensões
Durante a operação, em agosto, os policiais apreenderam cerca de R$ 170 mil em dinheiro, três armas de fogo, munições e carregadores. Também foram recolhidos relógios, joias, um bloqueador de sinal eletrônico, um contador de cédulas, máscaras, uniformes camuflados, um soco-inglês, uma faca e um taco de beisebol.
O bloqueador de sinal chamou a atenção dos investigadores. Uma das hipóteses apuradas é que o equipamento pudesse ser usado para dificultar pedidos de socorro e impedir o acionamento das forças de segurança durante as práticas criminosas investigadas, inclusive em situações de violência e tortura.
O rastreamento patrimonial também levou à identificação de bens que não estavam incluídos inicialmente no pedido judicial de bloqueio. Com base nas novas informações, a PCMG apresentou uma representação complementar, que resultou no bloqueio de três imóveis em Capitólio, Vespasiano e São José da Lapa, avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões.
As medidas alcançaram ainda cerca de R$ 200 mil em contas bancárias de uma empresa investigada, apontada como possível empresa de fachada. Durante as apurações, foram identificados também 11 veículos — nove automóveis e duas motocicletas — avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, além de uma lancha estimada em R$ 400 mil.
Com a prisão do último investigado, a PCMG dá continuidade ao cumprimento das medidas judiciais relacionadas com a operação.