Fim da “xerecada”: Polícia Civil do DF fecha 3º bordel na Asa Norte. Veja vídeo

Ação da 2ª Delegacia de Polícia no subsolo 708 Norte consolida ofensiva contra rede clandestina que envolvia extorsão e tráfico de drogas

Carlos Carone/Metrópoles

Em uma demonstração de rigor no combate à exploração sexual no Plano Piloto, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), deflagrou uma nova operação que resultou no fechamento do terceiro estabelecimento de prostituição na Asa Norte, em um curto intervalo de tempo.

A investida mais recente teve como alvo o subsolo de um imóvel comercial na SCLRN 708 Norte. O local, segundo levantamentos de campo e análise de câmeras de monitoramento, operava como ponto fixo para encontros sexuais remunerados, contando com estrutura de quartos e fluxo contínuo de frequentadores.

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Durante a operação, que contou com o apoio do 3º Batalhão de Polícia Militar da Asa Norte, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça, sendo um no próprio estabelecimento comercial e outro na casa da investigada, em Luziânia (GO), Entorno do DF.

Perícia de dados

No decorrer das buscas, a polícia apreendeu aparelhos celulares, documentos, anotações de contabilidade informal e máquinas de cartão de débito e crédito. A decisão judicial autorizou formalmente a extração e a perícia dos dados armazenados nos eletrônicos para mapear a extensão da rede financeira do negócio.

A desarticulação do ponto na SCLRN 708 Norte não é um fato isolado, mas o desdobramento de uma série de intervenções ostensivas promovidas pela 2ª DP na região da Asa Norte. Na última segunda-feira, as equipes policiais já haviam fechado uma casa de prostituição disfarçada sob a fachada de clínica de massagem na SCLN 410.

Na ocasião, a mulher apontada como responsável pelo local foi presa em flagrante e, após audiência de custódia, obteve liberdade provisória sujeita ao uso de tornozeleira eletrônica e à proibição restritiva de se aproximar a menos de 200 metros do endereço.

Bordéis fechados

A primeira ação do ciclo operacional ocorreu em 23 de julho, quando a PCDF interditou um imóvel na 704/705 Norte. Naquela ocasião, além do indiciamento da administradora pelo crime de manutenção de casa de prostituição, duas adolescentes foram resgatadas no local e encaminhadas ao Conselho Tutelar. O imóvel segue fechado por determinação judicial.

As investigações conduzidas pela 2ª DP revelam que o ecossistema de estabelecimentos clandestinos na Asa Norte ultrapassa a contravenção de manutenção de casa de prostituição. Elementos colhidos apontam para a ramificação de crimes graves associados às rotinas desses locais, como a prática recorrente de extorsão contra clientes e o tráfico de entorpecentes.

Em nota, a Polícia Civil ressaltou que os crimes sob apuração são de ação penal pública incondicionada. Isto significa que o prosseguimento das investigações e as medidas cautelares ocorrem por obrigação legal do Estado, independentemente de denúncia formal ou concordância por parte das vítimas envolvidas. As investigações prosseguem para identificar outros possíveis sócios e colaboradores do esquema.

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