Crônica da semana: River: da zaga temida aos títulos da nova geração – Escrito: Nivaldo Barbosa

No passado, tínhamos um time que era temido por todos os seus adversários. E não era apenas pelo campo de terra ou pelo fio elétrico que cruzava, em baixa altura, no espaço entre as quatro linhas. O que realmente assustava os adversários era a sua zaga, conhecida pela força e pela disposição para não deixar nenhum atacante mostrar sua habilidade.
Estamos falando do River, que mandava seus jogos no bairro João XXIII, onde hoje está localizado a Vale Verde / Motel Villa Real. Cliber, Orecio e Pai João formavam um trio de zaga que não deixava para depois: aparecia alguém pela frente, eles limpavam tudo. Eram conhecidos como xerifes, como batiam, alguns atacantes daquela época ainda mostram as marcas nas pernas.
Mas o River também tinha seus craques. Bitica, Toni, Pelé e João da Cruz, eram jogadores capazes de decidir uma partida. Era só bobear e a bola estava nas redes.
O tempo passou, o futebol mudou e o River também. Em seu novo local, no bairro Fênix, o clube vem mostrando que o futebol evoluiu, sem perder a sua tradição de formar equipes competitivas. A prova disso está na quantidade de decisões que o clube vem disputando, principalmente nas categorias de base. São seis títulos, sendo um tri campeonato.
Nos últimos anos, o River colecionou títulos nas categorias Júnior e Máster, além de alguns vice-campeonatos. É raro chegar uma decisão no futebol amador de Itabira sem que o River esteja presente.
Na categoria principal, o clube também já levantou o troféu em 2002, mostrando toda a sua força e tradição no futebol amador de Itabira.
Do campo de terra do João XXIII, da velha zaga que colocava respeito, aos títulos conquistados pelas novas gerações, o River continua escrevendo sua história. Mudaram o campo, os jogadores e o futebol, mas uma coisa permanece: a tradição de um clube que nunca deixou de ser protagonista. PARABÉNS RIVER.