JOÃO MONLEVADE (MG)- Um motorista de caminhão, de 36 anos, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após ser flagrado transportando 98 comprimidos de uma substância conhecida popularmente como “rebite”, escondidos dentro da estrutura do volante do veículo. A ocorrência foi registrada na tarde desta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, no km 355 da BR-381, em João Monlevade.

A abordagem aconteceu por volta das 13h30, durante uma fiscalização de rotina. Os agentes solicitaram ao condutor a documentação obrigatória e o disco ou fita do cronotacógrafo, equipamento utilizado para registrar informações sobre a condução do veículo e os períodos de descanso do motorista.
Segundo a PRF, o caminhoneiro afirmou que não sabia retirar o dispositivo. Um dos policiais entrou na cabine para realizar o procedimento e, ao tocar no volante, percebeu que o miolo da peça se desprendeu.
Durante a verificação, os agentes encontraram, dentro da estrutura do volante, uma sacola plástica preta contendo os comprimidos. Ao todo, foram apreendidas 98 unidades, distribuídas em nove cartelas.
Ainda conforme a PRF, o motorista relatou que havia adquirido o material em Guarulhos, no estado de São Paulo, pelo valor de R$ 50 por cartela. Ele teria informado aos policiais que faria a entrega dos comprimidos para outros caminhoneiros em Ipatinga, no Vale do Aço.
Motorista não havia cumprido período obrigatório de descanso
Além da apreensão da substância, a fiscalização constatou que o motorista não havia cumprido os períodos obrigatórios de descanso nas 24 horas anteriores, em desacordo com as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
O chamado “rebite” é utilizado por alguns motoristas com a finalidade de reduzir a sensação de sono e prolongar o período de vigília. A prática representa um risco à segurança viária, principalmente em viagens de longa distância, por poder comprometer a capacidade de condução e aumentar a possibilidade de acidentes.
De acordo com a PRF, a substância apreendida não possui registro válido junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Diante dos fatos, o motorista recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com o material apreendido, à polícia judiciária em João Monlevade, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
O conjunto de veículos foi posteriormente liberado pela empresa responsável para outro motorista devidamente indicado.
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