PSD lança o ex-governador de Goiás ao Planalto com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice
Evellyn Paola/Metrópoles

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializa, neste domingo (26/7), às 9h, a candidatura à Presidência da República. O evento ocorre no bairro Bela Vista, em São Paulo.
A convenção nacional do partido ocorre após uma semana em que o pré-candidato intensificou os ataques aos principais grupos políticos que polarizam a disputa eleitoral: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A convenção deste domingo marcará o início oficial da campanha do goiano ao Palácio do Planalto. O evento deve reunir dirigentes do PSD, parlamentares, lideranças estaduais e aliados políticos para confirmar a candidatura e apresentar as primeiras diretrizes da campanha para as eleições de 2026.
Foi definido que o presidente do partido, Gilberto Kassab, será seu candidato à vice, em uma chapa “puro-sangue”. Mesmo com o PSD tendo cargos no primeiro escalão do governo Lula, como no Ministério da Agricultura e Pecuária, comandado pelo pernambucano André de Paula, Kassab promete postura de “antagonismo”.
Na avaliação da equipe de Caiado, a indicação de Kassab para a chapa pode facilitar a articulação política no Congresso Nacional. A aposta é que o presidente do PSD, uma das principais lideranças do Centrão, contribua para ampliar a base de apoio do pré-candidato e fortalecer as condições de governabilidade em um eventual mandato.
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- Caiado oficializa candidatura neste domingo (26/7) em convenção nacional do PSD, que marca o início da campanha presidencial de 2026;
- Gilberto Kassab será o candidato a vice, em chapa puro-sangue, com expectativa de ampliar a articulação política e a governabilidade;
- Pré-candidato intensifica ataques à polarização, direcionando críticas tanto ao governo Lula quanto ao bolsonarismo para se apresentar como terceira via;
- Caiado afirma que Lula pode evitar debates por receio do confronto direto; primeiro encontro entre presidenciáveis está previsto para 16 de agosto.

Críticas
Na última semana, o ex-governador criticou o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) pela reunião realizada com embaixadores para tratar do sistema eleitoral. Segundo Caiado, o encontro poderia ter sido utilizado para discutir temas econômicos, como a abertura de mercados, atração de investimentos e ampliação das exportações brasileiras.
“42 embaixadores numa sala: Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica!”, escreveu em sua página no X.
Já na sexta-feira (24/7), o foco das críticas foi o presidente Lula. Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou acreditar que o petista cogita não participar dos debates presidenciais por receio de enfrentá-lo diretamente.
O ex-governador também relembrou que os dois participaram de uma roda de conversas durante a campanha presidencial de 1989. Na avaliação de Caiado, o cenário atual é diferente, e um eventual debate colocaria Lula em uma posição menos confortável.
“Vamos debater segurança, saúde, educação e inovação? Vamos comparar quem enfrentou o crime organizado, combateu a corrupção e entregou resultados? Coragem, Lula. Quem quer governar o Brasil não foge do confronto nem das próprias contas”, escreveu. “Te espero lá”.
Debates
Como mostrou o Metrópoles, Lula ainda calcula os cenários para comparecer aos debates. O primeiro está marcado preliminarmente para 16 de agosto e será transmitido pela Rede Bandeirantes.
O motivo estaria no receio do petista em se colocar de frente a outros candidatos, visto que ele é o único expoente de esquerda obrigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ser convidado para a rodada de conversa. A regra impõe que o candidato deve ter ao menos cinco parlamentares eleitos no Congresso Nacional.
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