Prefeitura reúne estudantes na Funcesi e reforça a importância de conectar formação acadêmica, inovação e mercado de trabalho

A programação de computadores e o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) foram colocados à prova no último sábado (16), durante o PD Fest 2026, realizado na Fundação de Ensino Superior de Itabira (Funcesi).
Promovido pelo Projeto Desenvolve Itabira, em parceria com a Prefeitura de Itabira, o evento reuniu estudantes em uma imersão para a criação de soluções tecnológicas com potencial de mercado.
Com o tema “Do briefing ao site: do problema local ao sistema vendável”, o objetivo foi aproximar o conhecimento acadêmico das demandas reais de pequenos negócios, incentivando os participantes a enxergarem a tecnologia como ferramenta de empreendedorismo e geração de renda.

A programação foi dividida em dois momentos. Pela manhã, os estudantes participaram de um workshop conduzido pelo desenvolvedor Arthur Amaral, de 22 anos. Com experiência no atendimento a mais de 200 clientes, ele apresentou estratégias para identificar necessidades de empresas, o estruturar propostas comerciais e utilizar plataformas de inteligência artificial para acelerar etapas do desenvolvimento de projetos.
Durante a palestra, foram demonstradas aplicações de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude na criação de layouts, códigos e apresentações comerciais.
“A programação ganha valor quando resolve um problema real. Um projeto simples para um pequeno negócio pode ser o ponto de partida para uma carreira sólida e para a construção de um portfólio relevante”, afirmou Arthur.

À tarde, os participantes foram divididpos em equipes para uma maratona de desenvolvimento. O desafio consistia em criar um MVP (Produto Mínimo Viável), ou seja, uma versão funcional de um site ou sistema capaz de atender a uma demanda comercial concreta.
Entre os requisitos avaliados estavam o funcionamento da solução no navegador, a adaptação para dispositivos móveis, a presença de um mecanismo de interação com o usuário e o potencial de aplicação no mercado.
Os trabalhos foram analisados por uma banca formada por Daniele Cristina Madeira, Caio Augusto e pelo próprio Arthur Amaral. Os avaliadores consideraram aspectos como clareza na identificação do problema, qualidade técnica, criatividade, uso estratégico de inteligência artificial e desempenho das equipes na apresentação das propostas.
Como forma de incentivo ao empreendedorismo tecnológico, as três equipes com melhor desempenho receberam vale-bônus ao final da competição.
Para os organizadores, o PD Fest 2026 reforçou a importância de iniciativas que conectam formação acadêmica, inovação e mercado de trabalho. O evento demonstrou, na prática, como conhecimentos em programação e inteligência artificial podem ser transformados em soluções capazes de atender demandas locais e criar novas oportunidades profissionais para estudantes e jovens desenvolvedores.