ITAÚNA (MG) – A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o ex-prefeito de Itaúna, Neider Moreira, foi condenado a seis anos e um mês de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de multa, por envolvimento em um esquema de rachadinha praticado entre os anos de 2018 e 2021 contra servidores comissionados do município.

Além do ex-prefeito, um ex-secretário de Regulação Urbana e um ex-chefe de Gabinete também foram condenados pelo mesmo crime. As penas aplicadas aos dois variaram entre dois e quatro anos de reclusão. A Justiça ainda determinou a suspensão dos direitos políticos dos condenados enquanto durarem os efeitos da sentença, além da perda de eventuais cargos ou funções públicas que ocupem.
Segundo a Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal (PCO), servidores comissionados eram pressionados a repassar parte dos salários para supostamente financiar a campanha de reeleição do então prefeito. Conforme apontado nas investigações, as cobranças eram acompanhadas de ameaças de exoneração e os pagamentos deveriam ser feitos em dinheiro, dentro de envelopes.
De acordo com o MPMG, o esquema foi comprovado por meio de gravações ambientais realizadas em reuniões, troca de mensagens entre os envolvidos e servidores, além de depoimentos de vítimas e testemunhas. Durante os encontros, eram exigidos pagamentos mensais cujos valores variavam conforme o cargo ocupado pelos funcionários.
Uma das testemunhas relatou que, após se recusar a participar do esquema, passou a sofrer perseguições internas e acabou sendo exonerada meses depois.
Os envolvidos foram denunciados pelo crime de concussão, caracterizado pela exigência de vantagem indevida por servidor público em razão do cargo exercido.
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