Operação K9 cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em municípios de Minas e de outros estados

Será concedida entrevista coletiva hoje, às 15h, na sede do Gaeco Regional de Ipatinga, localizado na avenida Japão, 369, bairro Cariru, no município de Ipatinga

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional Ipatinga, em ação conjunta com as polícias Civil e Militar, deflagrou nesta terça-feira, 28 de abril, a Operação K9. O objetivo é cumprir 47 mandados de busca e apreensão na região do Vale do Aço, em outras cidades de Minas e em municípios dos estados do Pará, Bahia, Pernambuco e Piauí. A ação também tem a finalidade de cumprir dez mandados de prisão.

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O nome da operação (K9) faz alusão ao apelido de batismo dado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) ao principal alvo desta investigação. 

A ação é fruto de um procedimento investigatório, iniciado há aproximadamente um ano, para investigar uma ramificação da organização criminosa denominada PCC, voltada para o tráfico de drogas e outros crimes, responsável por trazer grande quantidade de entorpecentes do estado do Mato Grosso do Sul para o Vale do Aço e outras cidades da região. 

Mediante o uso dos recursos de inteligência policial, o Gaeco já havia conseguido identificar toda a estrutura da ramificação do PCC investigada, da base à liderança da facção, individualizando a conduta de cada um de seus membros. Antes da operação de hoje, por meio de ações controladas, já haviam ocorrido prisões em flagrantes, apreensões de drogas, armas, carros e valores.

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Com o objetivo de atingir a saúde financeira de alguns dos integrantes da organização criminosa, o Gaeco pediu à Justiça o bloqueio de várias contas bancárias dos investigados, assim como de empresas laranjas, utilizadas para lavar o dinheiro angariado com o tráfico de drogas. O Gaeco vai requisitar judicialmente que valores, imóveis e carros de luxo, adquiridos por meio do tráfico de drogas, sejam revertidos ao estado de Minas Gerais. 

Os investigados irão responder pela prática dos crimes de homicídio, associação ao tráfico, tráfico de drogas, organização criminosa, e lavagem de capitais, cujas penas máximas somam 73 anos. 

Coordenada pelo Gaeco Regional Ipatinga, a operação desta terça-feira contou com a participação de quatro promotores de Justiça e 156 policiais das polícias Civil e Militar, além do apoio dos canis de ambas as instituições e do emprego de helicóptero da Polícia Militar. A ação também contou com o apoio dos Gaecos do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco. 

Ministério Público de Minas Gerais

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