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Boa noite - Itabira, sábado, 06 de junho de 2020 Hora: 22:06

COLUNAS GERAIS
O dinheiro é o verdadeiro e único Deus da humanidade
14/10/2019

O mundo é relatividade. Neste planeta tudo é relativo. Quase nada é o que aparenta ser. Aquilo que se vê não passa de ponto de vista. A natureza é símbolos. A sabedoria plena é interpretá-los. Há milhares de exemplos dessa assertiva por aí. A contagem do tempo- por exemplo- pode ser percebida de várias formas. Um século é muito para nós outros. Mas na verdade cem anos são meros segundos no relógio dos cosmos.

Uma pessoa de 22 anos é idosa na perspectiva de um menino de sete. Um senhor de 60 anos não passa de fedelho diante de um velho de 90. E assim vai. O sentido da idade depende da ótica do observador. Os termos idoso e jovem, portanto, não se sustentam na teoria. São relativos. Esse axioma valoriza os fenômenos extremos fundamentais: vida e morte. Os dois têm a mesma importância e peso. Afinal nasce-se para viver. Vive-se para morrer. E as recíprocas sempre são verdadeiras.

Podem finar-se com cinco anos, quinze, setenta ou cem. Não faz diferença. Para a vida e morte não existem jovens e nem velhos. Há início e fim. As únicas verdades que prevalecem são o nascer e o morrer. Eis aí o ciclo instigante e perturbador.

A existência de Deus também depende da conveniência individual. Essa dinâmica funciona como a indefinível Ética. Cada pessoa tem aquela que mais satisfaz a seus interesses. Está claro. A ética do PT não é a mesma do PSDB. Ainda assim ambos mantêm a sua ética. E ponto.

Então cada cidadão que adore seu deus específico. Apesar de tudo existe uma divindade unânime. Não é Cristo, Maomé ou Buda. O “todo poderoso” global é o singelo “dinheiro”. Tudo orbita o vil metal. O ser humano nasce, vive e morre em função de dinheiro. Nada resta sem ele. A moeda está inexoravelmente na vida de todos. Goste ou não dela. É onipresente na humanidade.

Veja que contraditório. Ama-se por dinheiro, odeia-se por dinheiro. Despreza-se por dinheiro, bajula-se por dinheiro. Concilia-se por dinheiro, desagrega-se por dinheiro. O mesmo dinheiro faz amigos e produz inimigos. As grandes conquistas da humanidade originaram-se do dinheiro. As maiores desgraças também.

O rico só é assim pelo excesso de dinheiro. O pobre é escassez. O homem ama o dinheiro e nada pode sem ele. O eremita que renega a riqueza é um mero sem-dinheiro. O mundo gira em torno do sistema pecuniário. A humanidade acorda por dinheiro, passa o dia pensando em dinheiro e dorme sonhando com cifrões. Então trabalha - se para dinheiro, rouba-se dinheiro, vende-se por dinheiro, joga-se pelo dinheiro, cria-se com dinheiro e destrói-se no dinheiro.

As religiões são contradições. Essencialmente esconjuram o deus dinheiro. Mas o pragmatismo desmente a teoria. As provas materiais são irrefutáveis. Majestosos templos dourados foram erigidos em louvor do outro Deus. Casas bancárias de instituições religiosas brigam por lucros no mercado financeiro. Mansões cinematográficas abrigam os “enviados celestiais”. Até as fortunas investidas em caridade emanam reverências ao dinheiro.

Em suma. Só um deus é capaz de recompensas concretas imediatas: o dinheiro. Apenas ele valoriza e justifica a presença da vida na terra.

Não pensem que me inspirei em Nietzsche para redigir essas bobagens, porém admiro esse aforismo: “O puro espírito é uma pura estupidez. Se retirarmos o sistema nervoso e os sentidos, o chamado invólucro mortal, o resto é um erro de cálculo – e isso é tudo”. Consolo-me com a natureza. A suprema obra da “Força Superior Emanante”

Fernando Silva 








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