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Boa noite - Itabira, quinta, 04 de março de 2021 Hora: 19:03

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba a crônica da semana “Tenha algum tempo “sem telefone” no trabalho”
08/02/2021

Se você for como eu, o telefone funciona de forma ambivalente. Por um lado, é muito útil e obviamente crucial para a maioria das pessoas. Sem ele o trabalho seria impossível, não é mesmo? Por outro lado, dependendo da sua profissão, o telefone pode ser um dos fatores que mais desviam a atenção e causa estresse no seu trabalho, como também em casa, no escritório ou onde você estiver. Às vezes parece que estamos sempre no telefone. E se estamos no telefone é impossível realizar qualquer outro tipo de trabalho. Isso pode gerar ansiedade e ressentimento em relação à pessoa que está telefonando. Já pensou nisso, caro ouvinte?

Quantas e quantas vezes, em meu escritório ou no escritório de algum colega, em plena conversação de algum assunto de interesse comum, de repente, o telefone toca, interrompendo o assunto ou cortando as ideias que discutíamos. Quantas e quantas vezes eu vociferava: “esse maldito telefone nunca para de tocar”, ou então, ele, meu colega, dizia isso mesmo, porém, em outras palavras. Aconteceu, certa vez quando, na sala de espera de audiências o telefone de meu colega tocou e ele atendeu, interrompendo nosso diálogo e ficou conversando com quem o havia chamado por alguns minutos, bem longos, enquanto eu esperava. Quando finalmente desligou, parecia exausto e frustrado. Ele se desculpou quando o telefone tocou novamente. Mais tarde, confessou que tinha muitas dificuldades para completar suas tarefas devido ao volume de ligações que atendia. Num determinado momento, perguntei a ele: “Você já pensou em ficar um certo período de tempo simplesmente sem atender o telefone?” Ele olhando-me com um ar espantado, me respondeu: “na verdade não”.

Essa simples sugestão o ajudou não só a relaxar como também a trabalhar mais. Na vida, no nosso corre-corre, atende um, atende outro, atende várias pessoas num espaço de tempo que ultrapassa nossos limites de hora, como muitas pessoas, ele meu colega, não precisava de um longo período se interrupções, mas de algum tempo sem elas! Como muitas vezes era ele quem ligava para as pessoas em vez de atender os seus telefonemas, ele foi capaz, em muitos casos de reduzir a duração da ligação de resposta. Ele dizia coisas como: “Olé, fulano, só posso falar por dois minutos, mas retorno sua ligação, OK!” Na vida, no trabalho, em todas as ocasiões oportunas, obviamente, dependemos do telefone e precisamos usá-lo com frequências diferentes, principalmente, após o surgimento do telefone celular.

Porém, se você é uma recepcionista, por exemplo, ou uma telefonista, ou um vendedor, essa estratégia terá pouca ou nenhuma relevância prática para você.

Contudo, para muitos outros, pode ser uma excelente solução. Quando advogava, no meu escritório, por exemplo, caso não tivesse um período “sem telefone”, ficaria 24 horas só atendo meus clientes pessoalmente. Porém, como possuía um no escritório, quantas e quantas vezes interrompia o atendimento à pessoa, ou pessoas que me procuravam para resolver seus problemas, ou tentar resolvê-los. O telefone parece nunca parar de tocar. Caso eu não tivesse técnicas de proteção, teria muito pouco tempo para anotar os reclames ou trabalhar na execução da ação que seria proposta em Juízo.

Muitos de meus colegas, que eu saiba, tiravam o telefone do gancho, a não ser que já estivessem marcadas consultas previamente, ou então, emergências, que são extremamente raras. Isso acontecia, momentos em que me reservava um tempo para me concentrar. Depois apareceu a “secretária eletrônica” o que veio facilitar em muito nosso trabalho, pois algumas ligações poderiam ser retomadas mais tarde, ou depois da hora, quando você podia responder a questões específicas, deixando suas respostas aos questionamentos a respeito do andamento do processo.

Essa não foi uma estratégia infalível, porém, seu cliente sentia-se satisfeito pelo seu interesse em responder os questionamentos solicitados. Desta maneira, você podia adiar a maioria das ligações até um momento mais apropriado, sem deixar, no entanto, de entrar em contato com as pessoas que absolutamente não podiam esperar. Descobri que podia realizar o dobro ou mesmo o triplo de trabalho concentrado quando não era distraído pelo telefone. Então, com todo o tempo que economizei, podia quase sempre responder as ligações quando todo o resto já estava feito. Com o surgimento do celular e com todas as facilidades que ele, hoje em dia nos oferece, a maioria dos casos é resolvida, prontamente, numa simples mensagem de áudio ou de texto, não é mesmo? O mundo profissional não vai nos fazer o favor de reduzir o número de telefonemas que precisamos atender, mas que podemos realizar o dobro ou mesmo o triplo de trabalho concentrado quando não sou distraído pelo telefone. Assim com todo tempo que economizamos, podemos quase sempre, ou então, sempre, responder as ligações quando todo o resto já está feito. Com o aperfeiçoamento do telefone e da tecnologia hoje ofertada, esta, totalmente avançada, até a Justiça que andava a passos de tartaruga, com centenas e milhares de processos parados, caminha a passos, mais largos, ainda não o ideal em busca da perfeição, pronunciando sentenças a tempo e a hora solucionando querelas e processos que há anos, ainda estão sem fim.

Ah! Falei em telefone, me lembrei de uma frase de para-choque de caminhão que o Paulinho Amarelinho me deu para encerrar a crônica de hoje: “ligue para Deus porque o telefone dele nunca está ocupado”. Pensem nisso.








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