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Boa noite - Itabira, quinta, 04 de março de 2021 Hora: 18:03

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Como anda o seu esquecimento?”
18/01/2021

Defronte ao computador, pensei, pensei e pensei o que escrever hoje? Tantos são os assuntos que poderiam eu contar uma estória, ou relatar fatos do cotidiano.

Porém, a imaginação não ajuda. Pensa daqui, pensa dali e... nada. Para muitos, como eu, é comum esquecer alguma coisa quando saímos de casa. Pior é quando não conseguimos lembrar-se do que esquecemos, não é mesmo? Você fica com aquela sensação de que esqueceu alguma coisa - e realmente esqueceu – vai caminhando em frente, ou às vezes, volta para casa para tentar lembrar o que está faltando. Acontece com você caro ouvinte?

Dias desses, como faço costumeiramente, de carro, fui à padaria e me distrai conversando com funcionários da padaria e outras pessoas amigas e, na conversa vai, conversa vem, me esqueci de comprar o pão e pagá-lo. Aliás, se não comprei, nada tinha a pagar, não é mesmo? Voltei para casa à pé, e durante minha trajetória estava com a sensação de que havia esquecido alguma coisa. Coisa da idade, meu caro Watson. Esqueci mesmo. Andei alguns minutos e me lembrei de que tinha ido de carro e o havia esquecido no local onde sempre o estaciono. Claro lógico e evidente que outros esquecimentos já passaram por minha vida, mas de tamanha importância, não me lembro. E, nesse vai e vem sobre o esquecimento que é histórico, o fato ora que relato, aconteceu aqui na Terra de Tutu Caramujo. Trata- se do caso do Dr. Chico Onça (Dr. Francisco Martins da Costa), médico pediatra na terra, já falecido. Tinha ele o hábito de todos os dias após deixar seu trabalho no Hospital Carlos Chagas, este então de propriedade da Vale, passar pelo Hospital N.S. das Dores onde atendia normalmente, e em sua clinica particular, dar uma passada na Farmácia Duarte e lá por horas permanecia conversando com o Hugo Duarte, com dona Duquinha, Didico, esposo de dona Duquinha, Dr. Ariosto Procópio, e Nelito seus amigos e com a presença permanente do padre Zé Lopão (José Lopes dos Santos), durante anos esta era sua rotina, até que um dia, lá pelas 10 horas da noite, o Dr. Francisco já num estado psíquico avantajado, despediu dos amigos e tomou rumo à sua casa, esta, então localizada, ali na Rua N. S. do Carmo, ali perto do SAAE, onde morava. Ao chegar à sua casa, sua mulher lhe perguntou:

- “onde você deixou a Rural Willis?” Foi um alvoroço, pois Dr. Francisco não se lembrava de nada do que havia acontecido. Claro que no dia seguinte, o carro estava estacionado ao lado da Farmácia Duarte e tudo ficou como Dante no quartel de Abranches. Esta estória é verídica e Dr. Francisco Martins da Costa – Chico Onça como era conhecido, justiça seja feita foi um dos maiores pediatras, sóbrio ou em estado psíquico avantajado que já existiu na terra de Tutu Caramujo.

O esquecimento, meus amigos e amigas ouvintes é um dom, ou um sentido que só o ser humano possui. Encontramos na Bíblia muitas passagens e coisas que não podemos esquecer ou deixar de lado como se não tivessem importância. Não podemos esquecer a necessidade de demonstrar constantemente o amor fraternal.

Significa que não posso apenas amar quem me interessa, mas a todos, e também que é preciso ter cuidado com as pessoas com as quais nos relacionamos. Não devemos negligenciar a hospitalidade. Ajudar aos outros em suas necessidades deve fazer parte do hábito cristão saudável. Precisamos lembrar-nos dos encarcerados e maltratados. Em vez de julgar, condenar, discriminar os presos, precisamos agir com empatia, lembrando-se deles como se estivéssemos aprisionados também, sentindo um pouco de sua dor e compadecendo-nos deles.

Não podemos esquecer que o casamento deve ser honrado por todos indistintamente. Que o dinheiro não pode ser amado – devemos nos contentar com o que já temos. Que os ensinamentos estranhos sobre Deus e suas obras não devem nos persuadir. Ter fé e confiança em Deus é um Dom inabalável. No mundo atual em que vivemos precisamos imitar e viver a fé daqueles que nos ensinaram a verdade. Na segunda carta de São Paulo a Timóteo, capítulo 2, versículo 8 encontramos a mensagem: “Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho”. Está escrito para sempre.

Lembrar-se de Jesus Cristo, pois nada neste mundo muda. E de sua palavra que conforta e instrui nossas vidas que também não mudam. Enfim, não esqueçamos o que é importante. Exercite sua memória. Quem ama a Deus não esquece o que ele disse e continua a nos dizer, continuamente, ainda hoje e para sempre. Pensem nisso, pois esquecer é natural e humano. Não podemos é nos deixar levar pelo esquecimento. Lembre-se de viver, mais do que uma propriedade a ser defendida, nossa existência é um dom a ser repartido, partilhado. Certa vez, quando ia a Belo Horizonte pela BR 381, à minha frente estava um caminhão que levava consigo no para-choque traseiro os dizeres: “De tanto lutar pela vida, esquecemo-nos de viver”, frase esta que, infelizmente ainda acontece no nosso dia a dia. Afogados em nossas tarefas, escravos do relógio, pelejando pela sobrevivência, terminamos cansados, nervosos, exauridos. Já sem capacidade para uns minutos de silêncio e reflexão. Sem um instante para admirar a beleza de uma flor, o canto de um pássaro, o sorriso de uma criança, ou curtir uma poesia ao ler um bom livro.

Esta é uma realidade. Meus amigos e ouvinte, de nosso encontro semanal: ame a vida, valorizando ao máximo seus mínimos detalhes. Sorrindo, cantando e agradecendo a Deus por não ter esquecido nada, inclusive de agradecer a Deus por mais um dia. Não deixe escapar pelos dedos o maior tesouro que o próprio Deus nos deixou: isto é, a existência. Pense nisso.








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