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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana "Recordando o natal: Um pouco de história"
21/12/2020

“Jesus nasce pobre e ensina-nos que a felicidade não se encontra na abundância de bens. Vem ao mundo sem ostentação alguma, e anima-nos a ser humildes e não estar preocupados com os aplausos dos homens” (Francisco Ferñandez Carvagal), assim está escrito. O presépio é talvez a mais antiga forma de caracterização do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1223,o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal e qual o conhecemos hoje. A ideia surgiu enquanto lia, numa de suas longas noites, um trecho de São Lucas que lembrava o nascimento de Cristo. Resolveu então montá-lo em tamanho natural, numa gruta de sua cidade. O que restou desse presépio encontra-se atualmente na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

Presépio (em hebraico ebus e iroã; em latim praesepium) significa em hebraico “a manjedoura dos animais”, mas também o termo é usado frequentemente para indicar o próprio estábulo. Segundo o evangelista Lucas, Jesus ao nascer foi reclinado em presépio que provavelmente seria uma manjedoura das quais existiam nas grutas naturais da Palestina, utilizadas para recolher animais. Já São Jerônimo diz que o presépio era feito de barro, aproveitando-se uma saliência da rocha e adaptando-a para tal finalidade. Esta é, sem dúvida, a versão mais aceita sobre o presépio. Outras hipóteses admitidas posteriormente na antiga Roma não merecem boa acolhida. A partir de São Francisco de Assis os presépios tornaram-se frequentes, apresentando Jesus deitado na manjedoura. Maria e José, os pastores e também os Magos. Naturalmente, deve-se levar em conta a inspiração e a imaginação dos artistas da época na diversidade das cenas do nascimento do Salvador. O certo é que a reconstituição da cena do nascimento de Jesus tem origem remota, pois São Francisco de Assis montou um presépio com figuras esculpidas na noite de 24 para 25 de dezembro de 1223, na aldeia de Greccio. Era uma manjedoura cheia de feno e, colocadas perto dela, um boi, uma vaca e um jumento. Acima da manjedoura foi improvisado um altar e nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo com a vestimenta de diácono cantou solenemente o Evangelho juntamente com o povo simples e pronunciou comovente sermão sobre o nascimento do Menino Deus, Jesus. Um dos presentes teve a visão de que na manjedoura dormia uma criança e de que São Francisco de Assis aproximou-se dela, acordando-a. Estava, pois reconstituída ao vivo a histórica cena, então denominada presépio. Assim, de maneira inédita, todos os presentes – religiosos, convidados e pessoas humildes do povoado – festejaram com sentimento e alegria a festa de Natal do Salvador da Humanidade. Esta cena foi narrada em 1229 por Tommaso da Celano, biógrafo de São Francisco de Assis, na Vita prima, isto é, na primeira Vida. É de se observar que, passados mais de trinta anos depois esta cena do Nascimento de Jesus, também foi descrita por São Boaventura. Posteriormente, outros autores, ampliando a descrição de São Francisco de Assis, mencionam que eram esculpidas as figuras do Menino, a Virgem e São José. O certo é que a descrição de Tommaso da Celano deu origem a inúmeras representações esculpidas na Itália e no sul da França, passando depois para outras regiões de toda Europa. Sabe-se que em Portugal existia um presépio do século XVII no Convento do Salvador, em Lisboa. No éculo XVIII, vindo de Nápoles, difundiu-se por toda a Espanha o hábito de manter o presépio nas salas dos lares com figuras de barro ou madeira. Esse hábito fez renascer a tradição de São Francisco de Assis, dando origem a numerosos presépios, desde os mais modestos até aos suntuosos com centenas de figuras, hábitos estes, inclusive, trazidos para o Brasil colônia que permanecem na atualidade, e hoje em dia nas igrejas e nos lares cristãos de todo o mundo, sendo montados para se recordar o nascimento do Menino Deus, Jesus. Assim, o presépio, decorridos tantos séculos, continua sendo uma das mais preciosas e comoventes tradições da festa do Natal, reunindo pela fé cristã homens, mulheres e crianças! Cada um dos elementos que circunda este nascimento tão simples de há mais de 2020 anos, tem um papel muito importante. A Sagrada Família, os reis magos, os pastores, as ovelhas, o boi e a vaca, símbolos desta noite de alegria, e também da humanidade e dos futuros sofrimentos de Cristo. Os anjos aprecem aos pastores de Belém contando e cantando louvando a Deus. Essas figuras são, geralmente, representadas com instrumentos musicais, cantando: “Gloria a Deus no mais Alto dos Céus e paz na Terra aos homens de boa vontade”. Os pastores foram os primeiros a adorar o Menino Deus. Ligados a eles estão os carneiros, mansas criaturas, muitas vezes usadas para simbolizar a humanidade de Cristo como o Divino Pastor. Já pensou nisso, caro ouvinte? Nessa mesma noite sagrada, uma estrela andou pelo céu e se localizou em cima da manjedoura, transformando-se no símbolo do divino guia. Deus dirigiu por intermédio dela quem quis acreditar no nascimento de seu filho. O boi e a vaca, figuras sempre presentes no presépio, ilustram a humanidade de todas as criaturas do mundo, reconhecendo e homenageando Cristo como filho de Deus. Três reis também foram saudar o recém- nascido. Os homens sábios, ou magos visitaram a manjedoura depois do nascimento, levados pela divina luz-guia. Essa visita já estava profetizada nas Escrituras – Salmo 71 e por Isaías, versículo 60 – quando já anunciava que reis levar-lhe-iam presentes: ouro, incenso e mirra. Maria e o menino Deus simbolizam a Encarnação desde o início da arte cristã. A maçã presente em muitos trabalhos pictóricos e de escultura simboliza a fraqueza do homem e a redenção vinda de Cristo. As auréolas circundando as cabeças de Maria e de Jesus indicam a glória e santidade e a radiante luz com a qual Deus presenteou a Terra. Meus amigos e amigas ouvintes, tudo aconteceu num lugar simples e pobre. A grande importância do acontecimento impôs-se por si mesma, sem festa ou alarde. E é isto que tentamos conservar até hoje. Não importa que algum costume tenham sofrido alterações. O que conta é relembrar sempre que este símbolo do Natal, o presépio é a comemoração da maior festa cristã da humanidade, isto é: o nascimento do nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador da Humanidade, não é mesmo? Pensem nisso. Feliz Natal!

 








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