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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “É mudando que as coisas permanecem as mesmas”
07/12/2020

É mudando que as coisas permanecem as mesmas. Este paradoxo apresenta a ideia contra intuitiva de que a mudança tem mais inércia que o repouso. Ele se resolve ao entendermos que, para Heráclito, o pai da dialética, que tudo muda, tudo se modifica, tudo se transforma o tempo todo e que em geral se gasta menos energia para passar à fase seguinte de um processo do que para permanecer na mesma fase, isto é no Ante quo ante, quer dizer “Tudo Dante no quartel de Abranches” . É como remar num rio: custa mais esforço resistir à correnteza e permanecer estacionário do que seguir o fluxo das águas. De modo similar, percebo que quando me permito abandonar uma posição de conforto, uma estratégia ou uma crença – especialmente quando ela requer um esforço crescente para ser sustentada – descubro saídas com mais facilidade. Onde sua energia seria mais bem aplicada: no lugar onde você caro ouvinte, está indo? Já não estaria na hora de passar adiante?

Às vezes, na vida, é o momento de cair fora. Sair de cena como dizem os cinegrafistas. O lado irreverente dessa “epigrama”, isto é, uma poesia, ou uma sátira paradoxal é que por estarem às coisas mudando o tempo todo e não se fazer nada, absolutamente, nada – ao menos protelar a ação – pode ser a melhor opção, ou então, “fazer uma tempestade num copo de água”. Já pensou nisso? A estratégia de incubar o problema como a maioria faz, pode, às vezes, trazer benefícios para a mente criativa. Primeiro, uma pausa permite que você veja a sua situação em perspectiva. Há anos observo às pessoas em que momento tem ideias, principalmente, no meio radiofônico, hoje e, por trinta e três anos como advogado atuando nas varas cíveis, criminais e do trabalho é que, muitos diziam que estavam absolutamente distantes dos problemas lhes apresentados. Segundo, se abasteciam de informações e depois se distanciavam deles por vários dias para deixarem que as boas ideias abrissem caminhos até encontrar uma solução plausível, isto é, como formatar o pedido e fundamentá-lo, na essência o direito reclamado, ou pedido a ser reivindicado.

Quando trabalhamos numa tarefa qualquer, plantamos sementes na cabeça. Quando damos um tempo, as sementes continuam a crescer em nosso inconsciente. Por exemplo, se eu lhe pedisse para dizer nomes de cidades começando com a letra L, você provavelmente pensaria em lugares com Londrina, Londres, Lisboa, Los Angeles, Lima e Las Vegas. Mas, depois que a tarefa foi plantada em sua mente, talvez você acorde no dia seguinte com outros nomes de cidades como Liverpool, Lion, Lugo, Leipzig e outras tantas mais que, no momento seu inconsciente não o iluminou para lembrar, mas continuaria procurando – ao menos inconscientemente – e encontraria outras tantas, tais como: Limeira, Lindóia, Leningrado, Laredo e Lhasa. Outra vantagem de adiar é que durante a espera, você pode reunir mais informações sobre a melhor maneira de proceder diante do problema ou da ação processual a ser requerida em Juízo. Outra vantagem de adiar a ação é que durante a espera você pode reunir mais informações essenciais sobre a maneira de proceder diante do problema ou da ação judicial a ser proposta. Quando estamos diante de um problema, seja ele qual for, podemos ter a esperança de fazer algum progresso, ou ganhar a ação proposta em Juízo. O paradoxo, às vezes, estimula o processo criativo, pois sacode nossos pensamentos, forçando-nos a questionar nossas suposições, dependendo da forma como são observadas e fornecer a capacidade de acolher duas ideias contraditórias simultaneamente, jazendo no coração do pensamento positivo. Já pensou nisso?

Voltaire, revolucionário francês durante a “Queda da Bastilha” expressou: “O supérfluo é coisa necessária”. Pablo Picasso disse: “A arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade”. Eugene Ionesco sentenciou: “Só o efêmero tem valor permanente”. Bertold Brecht escreveu: “O que acontece com o buraco quando o queijo acaba?” Timothy Connor disse: “Tenho a verdade em tão alta conta que costumo utilizá-la com parcimônia”, e tantos outros pensadores que a história registra que nossa vã mente se dispersa pelos conceitos paradoxais, não é mesmo?

Finalmente, me concentro no disse John Stuart Mill: “Pergunte a si mesmo se você é feliz e deixará de sê-lo”. Diante de tantas menções de expoentes vultos do pensamento paradoxal, pergunto a você, caro ouvinte: O que há de paradoxal em sua situação dos problemas que o aflige? Quanta facilidade você tem para renunciar a um ponto de vista e atotar outro diferente, sendo coerente ou não? Não faça dos seus problemas uma tempestade em um copo de água. Às vezes, na vida que levamos esquecemo-nos de São Francisco de Assis, quando ensinou-nos a rezar: “É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado”, ou “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz”, simples né? No paradoxo da vida precisamos planejar e ajudar. Nenhum vento ajuda a um barco sem rumo, sem leme, sem direção. Sem disciplina, muitos talentos se desperdiçam, muitos sonhos naufragam, milhares de boas obras deixam de acontecer. No paradoxo da vida necessitamos de fé, de perseverança, de grande ternura e tenacidade para harmonizar as forças dispersas do nosso Eu, tantas vezes rebelde, preguiçoso e contraditório. Esperar o inesperado, você não o encontrará. Pensem nisso. Mudar, por simplesmente mudar é deixar tudo permanecer no mesmo lugar, não é mesmo?








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