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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “O câncer e mama no outubro rosa”
19/10/2020

Estamos em pleno mês de outubro, um mês totalmente dedicado ao “Outubro Rosa”, denominação esta indicando que cuidados devem ser praticados para se evitar o câncer de mama com exames preventivos é necessidade básica para não serem surpreendidas com esse mal que assola vidas humanas.

Como ainda estamos preocupados com o Covid-19, confinados e respeitando e desrespeitando normas de saúde, o câncer de mama ainda é um fantasma que perturba vidas de mulheres desprevenidas. É sabido que o câncer de mama é uma doença que mata sem piedade, caso não seja diagnosticada em tempo oportuno.

Por isso, mulheres, não deixem para depois; faça seus exames preventivos o quanto antes, procurando seu médico de confiança, antes que seja tarde demais.

Ao ensejo do assunto de hoje tomo emprestado o artigo “Outubro Rosa”, de autoria do médico Luciano Viana, Coordenador médico da unidade de oncologia do Hospital Márcio Cunha, escrito no jornal O Tempo do dia 07 último, página 25 – Opinião – colunas de 1 a 5, ipsis litere, in verbis: “Desde 2002, outubro é o mês dedicado à prevenção e combate ao câncer de mama no Brasil. O chamado “Outubro Rosa”, campanha de conscientização sobre o tumor de mama, ganha dimensões ainda mais importantes neste momento tão complexo enfrentado pelo setor de saúde mundial. A pandemia do novo coronavírus não só tem provocado a perda de milhares de vidas, mas também tem comprometido a realização de exames e diagnósticos que podem salvar muitas pessoas de uma fatalidade decorrente de inúmeras doenças, entre elas o câncer. Os dados são alarmantes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) a expectativa é de que sejam registrados 650 mil novos casos de câncer no Brasil em 2020. Entre as mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o tipo mais comum em todas as regiões do Brasil. Estima-se, neste ano, mais de 66 mil novos casos de câncer de mama, o que representa uma taxa de incidência de 43,74% casos por 100 mil mulheres.

O cenário pandêmico é de grande preocupação e reforça ainda mais a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) divulgou que, somente nos dois primeiros meses da pandemia, cerca de 50 mil pessoas deixaram de ser diagnosticadas com câncer no Brasil e outros milhares tiveram consultas ou tratamentos adiados ou cancelados.

A Sociedade Brasileira de Mastologia fez um alerta para a diminuição de atendimentos em hospitais públicos do país das pacientes em tratamento para o câncer de mama. Além disso, a mamografia de rastreamento ficou suspensa em muitas regiões do Brasil durante meses, significando atraso em diagnósticos. A postergação de um exame, no caso de câncer de mama, pode ser o fator decisivo entre a cura e o óbito. Sabemos que o câncer de mama, quando diagnosticado em estágio inicial, pode ter chance de cura superior a 90%. No entanto, a detecção e o tratamento tardios fazem com que as chances de cura se restrinjam a menos de 30%. No Brasil cerca de um terço das mulheres descobrem que estão com a doença em estágio avançado.

O medo do contágio do coronavirus impediu as pessoas de realizarem exames de rotina. Eles são essenciais e indispensáveis para a descoberta de uma doença na fase inicial. Especialistas do mundo inteiro têm demonstrado preocupação com a explosão de diagnósticos tardios e de mortes por câncer. É preciso que o paciente converse com o médico para avaliarem em conjunto o risco-benefício de uma consulta e ou exame.

A prevenção, a informação e o acesso ao tratamento continuam sendo os principais aliados para se combater o câncer de mama. Além dos fatores genéticos, a maioria dos tumores ocorre devido a fatores ambientais. Evitar o sedentarismo, manter uma alimentação rica em frutas e verduras, combater o sobrepeso, evitar o consumo de bebidas alcóolicas e não fumar também pode salvar vidas. O mais importante na batalha contra o câncer de mama é estar sempre alerta, promovendo o autocuidado. Com grande chance de cura, o câncer de mama, não deve ser temido, e sim, encarado com informação, conscientização e vigilância”.

Aqui está amigos e ouvintes, principalmente você mulher deste meu Brasil varonil, e a vocês mulheres da Terra de Tutu Caramujo e Região Centro Leste, a receita para valorizarmos, mais ainda, o “Outubro Rosa” e, por que não, também a vocês homens com seios avantajados, o risco é o mesmo. Pensem nisso. O câncer de mama é uma doença que não escolhe a quem atingir. Ele mata mesmo! Para tanto, todo cuidado e prevenção são elementos essências que a pandemia do coronavirus vem dando relevância à prevenção a esta doença. Prevenir é melhor que remediar nos ensina velho e conhecidíssimo adágio popular, não é mesmo?








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