AS Notícias Online
HOME ESPORTE GERAL POLÍCIA POLÍTICA EMPREGOS MULHERES AGENDA COLUNISTAS FOTOS VÍDEOS CONTATO
Boa madrugada - Itabira, sexta, 25 de setembro de 2020 Hora: 04:09

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Podemos viver bem num país como esse?”
08/09/2020

Meus amigos e amigas de nosso encontro semanal, estamos na Semana da Pátria, em que comemoramos mais um aniversário de nossa independência. Toda nação, por maior ou menor que seja tem sua Constituição. Ela é a lei máxima, a qual todas as outras, inclusive dos municípios, estão submetidas. Daí ser chamada de “Carta Magna”. No Brasil a primeira Constituição foi outorgada pelo Imperador D. Pedro I, em 1824. Ela só perdeu a validade com a Proclamação da República em 1889, quando foi outorgada a Constituição de 1891. A Constituição de 1934 foi tão curta que jamais se ouviu falar sobre ela, a não ser estar registrada em nossa história. Foi substituída pela a do Estado Novo, em 1937, quando se iniciou, verdadeiramente, o período da ditadura Vargas que durou por quinze anos, pois desde 1930 ele já ocupava o governo por força e imposição do exército e dos generais de então.

Com a democratização do país, em 1946, quando Getúlio Vargas foi deposto, elaborou-se nova Constituição, no governo de presidente, General Eurico Gaspar Dutra, esta, que teve durabilidade até 1964, quando se iniciou o período da Ditadura Militar, onde os Atos Institucionais impostos e denominados por um “estado de exceção” perduraram até 1988, quando foi implantada a atual, em vigência, sendo esta, a mais democrática que já tivemos. O desafio é colocar na vida real os belos princípios de igualdade, justiça e participação que ela contém.

Daqui a dois anos celebraremos o bicentenário de nossa Independência. Desde já, cabe indagar se nos tornamos de fato um país independente em 1822. Creio e acredito que não! Somos um país que se diz independente, mas se verificarmos bem, ainda somos totalmente súditos de nossos políticos ladrões e corruptos que assolam o país em roubalheiras atrás de roubalheiras. E o pior, são eles guardados pelo manto da imunidade parlamentar e, ninguém vai para a cadeia para pagar por seus crimes de lesa a pátria. Neste país “grande e bobo”, ainda é a raposa que toma conta do galinheiro, não é mesmo?

Lembro-me, neste instante, do compositor mineiro, Fernando Brant quando versejou: “quem proclama independência e não abole a escravidão, vai ver não é livre nada, apenas mudou de patrão”. De fato, o Brasil livre do domínio de Portugal manteve a escravidão, a concentração da riqueza aos poderosos e donos de propriedades de terra e a monocultura, dependendo, tão somente das exportações, sobretudo da cana-de açúcar, do algodão, do café, hoje em menor escala do que ontem, da soja e da carne bovina e suína e da exploração mineral.

Além disso, o Brasil independente tornou-se uma monarquia hereditária. Passados quase duzentos anos, importa saber se nossa economia tem dinamismo próprio, se nossas inegáveis riquezas estão mais bem exploradas e bem distribuídas, e, se temos verdadeiramente, democracia plena. A discriminação racial contra negros, pobres, prostitutas e heterossexuais, transexuais e tipos de opções individuais, ainda são uma mancha a ferir os brios dos cidadãos. Temos uma Justiça Estadual, um Superior Tribunal de Justiça, um Supremo Tribunal Federal e um Conselho Nacional de Justiça, tão somente comprometidos mais com a injustiça do que verdadeiramente fazer a Justiça a favor do povo, este o mais prejudicado e é quem sempre paga as contas e polpudos salários, a ignóbeis eruditos, não é verdade?

Ladrão de galinha que rouba para matar a fome de filho não tem perdão: cadeia.

Vereadores, Prefeitos, Deputados Estaduais, Federais, Senadores, Ministros, Governadores e tantos outros privilegiados recebem honras de Estado por surrupiarem os cofres públicos – a galinha de ouro – e tudo permanece como Dante no quartel de Abranches, não é mesmo? Que país é este? A Saúde e os hospitais, as escolas públicas, assim como as cadeias públicas encontram-se em péssimas condições de uso e o Estado brasileiro nem aí está! Vire-se quem puder, essa é a máxima. A sociedade, de um modo geral vive de forma desleal. Encontramos infidelidade em todas as camadas de nossa gente. Vícios enraizados já fazem parte de nossa cultura. Os corruptos e corruptores são incontáveis. Que país é esse? No livro de Provérbios encontra-se o texto: “Compre a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento”, (Pv 23.23). Se procurarmos a sabedoria como se procura a eficiência no jogo de futebol e se buscar a integridade como os jogadores de um time de futebol perseguem seu sucesso pessoal, haveríamos de entender o que é temer o Senhor e acharíamos o conhecimento de Deus.

Dessa forma, certamente, já não seríamos mais um país no mapa que pertence ao terceiro mundo, nem uma nação contaminada de vícios, roubalheiras e falcatruas.

Nem seríamos apenas um país de primeiro mundo, mas uma nação mais justa e feliz na face da Terra. Pensem nisso? Uma vida dirigida por Deus é a melhor contribuição para o bem do País, não é mesmo?

Comemorar cento e noventa e oito anos de independência como estamos comemorando é viver de ilusão para não dizer de uma utopia. Como estamos às vésperas de uma eleição municipal, saibamos escolher nossos representantes com orgulho e seriedade, pois o Município é a base de tudo. Escolher bem o agora é não chorar pelo leite derramado amanhã. Podemos viver num país como este? Não vivemos, mas vegetamos. Até quando?








INFORMAÇÃO COM RESPONSABILIDADE! Whatsapp: (31) 9 8863-6430
E-mail: contato@asnoticiasonline.com.br
AS Notícias Online 2020. Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvedor: SITE OURO

Copyright © 2017 - AS Notícias Online - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.