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Bom dia - Itabira, terça, 11 de agosto de 2020 Hora: 06:08

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Quaresma, tempo propício para reflexões e renovação”
03/03/2020

Terminada as festividades do carnaval, onde quem brincou, brincou; que, não brincou, somente, no próximo ano 2021 terá essa oportunidade, ou sequer não brinca mais, não é mesmo. Agora, já estamos iniciando nossa caminhada quaresmal, e sempre lemos o episódio das tentações de Jesus, antes de começar sua vida pública.

O tempo da Quaresma nos conduz ao deserto da nossa própria existência, para nos encontrarmos a sós com Jesus. E, como Jesus, também, passamos por tentações.

Ela está na vida de todos nós, pois quem nunca foi tentado ao longo da vida? Jesus venceu o jogo do poder, da posse e do prazer proposto pelo tentador. Não se dobra.

Como nos relacionamentos com o acúmulo de bens, com a segurança que vem do dinheiro, a satisfação que nos dá o poder? Não podemos falhar e falhamos muito, ao contrário de Jesus. Por isso, ao seu pedido supliquemos sempre: “Pai nosso... não nos deixeis cair em tentação. Mas livra-nos de todo mal...”. Afasta-te satanás!

No Evangelho deste domingo, Mateus nos apresenta Jesus sendo tentado no deserto. Assim como Ele, devemos aprender que a própria Palavra de Deus nos ensina como vencer também as nossas tentações diárias. Diante da tentação de reduzirmos nossa vida e felicidade às coisas e aos bens materiais, Jesus nos ensina que é preciso alimentarmo-nos da Palavra de Deus. Diante da tentação palpamos a nossa fé e experimentamos somente com grandes sinais e milagres que Jesus nos proporciona pela ação de Deus-Pai se fazendo presente nas coisas simples. Diante da tentação de nos vendermos à idolatria, ao dinheiro e à ganância, Jesus nos ensina que devemos adorar e prestar culto somente ao nosso Deus. Pensem nisso.

Afasta-te satanás! A Quaresma é um período que convida a pessoa a entrar em si mesma e avaliar a sua caminhada de vida numa postura de intimidade com Deus. É o momento propício para a revisão de valores, motivações, posturas e metas, num discernimento iluminado pelo Espírito Santo. Os exercícios de oração e do jejum sinalizam para esta postura de introspecção. Por outro lado, não se trata de uma interioridade que produza isolamento. A intenção é qualificar a saída em missão.

Quem se encontra intimamente com Deus, sente-se impelido a sair de si para ir ao encontro daquele que precisa, colocando-se com generosidade a seu serviço. O exercício da esmola ilustra bem esta disposição para sair de si. Por isso, é de bom alvitre refletir o Pai-nosso, a oração que o próprio Cristo nos ensinou. O Pai-nosso não é uma oração a mais entre muitas outras. É a oração dos discípulos de Jesus. É a oração que o Mestre ensinou e deixou como distintivo de seus seguidores. Nela podemos descobrir os desejos mais íntimos de Jesus e suas aspirações mais profundas. Por isso não é de se estanhar que os cristãos sempre tenham considerado o Pai-nosso como a síntese do Evangelho. Tertuliano o chamava Breviarium totus Evangelii, isto é, “Resumo de todo o Evangelho”. No Pai-nosso encontramos o ensinamento nuclear de Jesus, sua mensagem de salvação, seu programa de vida. Nele está condensado em poucas palavras o Evangelho de Jesus Cristo e traduzindo à linguagem vital da oração. Se compreendermos bem seu conteúdo e sua aspiração compreenderemos, também, a mensagem mais original de Jesus e seu Espírito mais profundo.

No Pai-nosso podemos também, ao rezá-lo, meditar que a Campanha da Fraternidade deste ano tem muito a ver com o seu conteúdo, senão vejamos: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). Dessas três ações enumeradas na Parábola do Bom Samaritano, lema da Campanha da Fraternidade, a primeira delas é ver. Na ótica cristã, não significa um assistir passivo, mas enxergar a realidade com os “óculos da Boa-nova”, contemplando as sementes de vida e esperança escondidas sob as dores e as inquietações que compõem o chão da realidade. De acordo com o texto bíblico, onde os ladrões viram uma ocasião de lucro através da violência e desrespeito, enquanto o levita e o sacerdote preferiram não ver uma situação que os retiraria do planejado, o samaritano que, diga-se de passagem, era inimigo dos judeus, foi capaz de ver uma vida humana ferida em sua dignidade, à espera de um coração capaz de se compadecer. “Perdoais nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”. Eis amigos e ouvintes o remédio salutar para cumprirmos bem nosso papel de cristãos neste período quaresmal.

Pensem nisso amigos e ouvintes, e, sejamos, doravante, também, um novo samaritano nos tempos modernos, pois Cristo Ontem, Hoje e Sempre é o mesmo até o fim dos tempos, não é mesmo? Sei Pai, que teu filho veio ao mundo para combater todas as causas do sofrimento humano. E também, tu nos destes a inteligência e força para vencermos a fome e a injustiça, para dominarmos a natureza, para derrotarmos a doença e determos a marcha da própria morte. Mas, apesar disso tudo, a dor e a cruz são presença constante em nossa vida.

Então, que iremos pedir, Pai? Que, afastes de nós estas provas? Não. Mas diremos com Jesus: “Seja feita a tua vontade, Pai, assim na terra como no céu”.








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