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Boa madrugada - Itabira, quarta, 15 de julho de 2020 Hora: 00:07

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Necessidades e desejos; dizer sim ou não”
18/02/2020

Meus amigos e amigas ouvintes, já observaram que sempre inicio este encontro semanal com essas palavras. Hoje escrevo sobre a importância da diferença entre necessidade e o desejo. Parece que são iguais, mas não são. Senão vejamos: Uma das maiores fontes do sofrimento humano é a confusão que muitas pessoas fazem sobre o que são “necessidades não atendidas” e “desejos não realizados”. Você já pensou nisso? As “necessidades” estão relacionadas a aspectos básicos da condição humana, ou seja: alimentar-se, vestir-se, ter um lugar para morar, entre outros. Quando essas necessidades não são atendidas, o ser humano deve lutar com todas as suas forças para alcançá-las. A determinação das “necessidades” evoluiu com o passar dos séculos e com a civilização. Hoje, podemos considerar como “necessidades” o ter acesso à luz elétrica, à educação de qualidade, celular, telefone fixo e um bom emprego, necessidades estas que simplesmente não existiam nas sociedades primitivas ou mesmo rurais dos séculos passados, não é mesmo?

“Desejos” são manifestações de nossa vontade. Não são necessidades. Por exemplo: temos o desejo de comprar um carro novo, de ter um aparelho de televisão da última moda, “TV led 55 ou 60 polegadas e de um celular que nos permita fotografar, gravar e enviar mensagens ao vivo a longa distância e de verificarmos com quem estamos comunicando”. Temos também o desejo de sermos promovidos em nosso emprego, e de possuirmos uma sala bem maior no trabalho e de conquistar maior fatia do mercado, de viajar para o Nordeste brasileiro e até ao exterior, ou ainda, ir para uma praia. Isso tudo são “desejos” e não “necessidades”. Está clara a diferenciação entre as duas? Segundo Luiz Marins, famoso escritor brasileiro em seus livros sobre Motivação no Trabalho e na vida, ensina-nos que: “Posso controlar meus desejos.

Posso mudar meus desejos. Posso postergar meus desejos. Mas não posso postergar minha fome, o meu frio e minha doença. Assim, tenho o livre-arbítrio em relação aos meus desejos, mas não tenho em relação às minhas necessidades”. Sábias e claras definições deste grande motivador de homens e mulheres, que trabalham nas grandes, médias e pequenas empresas, país a fora. Ao confundirmos “desejos não realizados” com “necessidades não atendidas”, às vezes, vivemos uma grande angústia. Pensando que desejos são necessidades, acreditamos não conseguir viver sem nossos desejos realizados, e, com isso seremos infelizes, no trabalho, no lar e na vida, pois nossos desejos mudam, aumentam, e não realizá-los é complicado, não é mesmo? Ao sabermos dessa importante diferença podemos controlar nossos desejos e adaptá-los à nossa realidade e condições, e, com isso, sermos mais felizes. É claro que sempre, sempre devemos desejar mais e coisas melhores. Porém, deve ficar claro e em definitivo que nunca, nunca devemos confundir “alhos com bugalhos”, isto é, desejo com necessidade. Um é um e outro é outro. Agora que tudo esclarecido está, convido a você, caro ouvinte a fazer uma análise, ou melhor, um exame de sua vida pessoal e profissional e veja se muitos de seus sofrimentos não advêm da confusão entre necessidade e desejo. Pensem nisso.

Por outro lado, uma das maneiras pelas quais muitos de nós costumamos nos meter em encrencas é nos comprometermos com coisas demais; especialmente quando nos deixamos de dizer não. Dizemos “claro, vou fazer isso ou aquilo”, ou “tudo bem, vou tomar conta disso ou daquilo”, quando bem no fundo sabemos que realmente não queremos fazê-lo, ou que já temos coisas demais para fazer. O problema em relação a dizer sempre sim é duplo. Em primeiro lugar, o resultado final é quase sempre sentir- se sobrecarregado, estressado e cansado. Simplesmente existe um ponto em que basta, um ponto de retorno diminuído em que nossa atitude, nosso espírito e até mesmo nossa produtividade começa a sofrer. Nosso trabalho sofre, assim como nossa vida pessoal e familiar. Dizendo sim inúmeras vezes começamos a nos sentir vitimados e ressentidos por termos tanta coisa a fazer. Como tendemos a nos sentir culpados quando dizemos não, muitas vezes é difícil ver que fomos nós que nos metemos nessa confusão ao deixarmos de dizer não com mais frequência.

O segundo maior problema em deixar de dizer não quando apropriado é que você acaba manifestando uma atitude ligeiramente insincera. Em outras palavras, você está fazendo coisas que realmente não queria estar fazendo, ou que não deveria estar fazendo, mas está agindo como se tudo estivesse bem. Por exemplo: você vai concordar em executar uma tarefa ou trocar turnos com um colega dizendo “oh tudo bem”, quando o que na realidade você precisa é de um dia de folga. Então, como você não conseguiu o descanso necessário, sente-se vitimado pela sua agenda sobrecarregada ou zangado quando tantas pessoas pedem favores a você! Mais uma vez, você desempenhou um papel chave na criação do seu próprio estresse, mas acredita que o estresse é causado por forças externas, ou que é inevitável.

Obviamente, existem muitas ocasiões em que não podemos dizer não, e muitas outras nas quais é do nosso interesse dizer sim ou simplesmente queremos dizer sim. A chave é refletir bem e perguntar a si mesmo: “Levando tudo em conta, isto é, os sentimentos e necessidades da pessoa que faz o pedido, a necessidade de dizer sim e, mais importante de tudo, minha própria sanidade, é do meu interesse dizer sim ou não, não há problema em recusar?” Portanto, necessidade e desejo, assim como dizer sim ou não em momentos próprios são irmãs gêmeas, porém, não são iguais.








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