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Bom dia - Itabira, sexta, 15 de novembro de 2019 Hora: 10:11

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “No adeus à vida, a certeza da ressurreição”
04/11/2019

Cinco são os desejos que as pessoas mais falam, quando sentem que o final da vida está próximo, lembrando as oportunidades perdidas: 1)- Deveria ter aprendido a viver mais plenamente e ser feliz. Deixei que a rotina roubasse a minha criatividade. 2)- Deveria ter cultivado mais amigos, não somente de festas, mas principalmente dos momentos de provação da vida. 3)- Deveria ter falado mais dos meus sentimentos de frustrações e de dor. Engoli muitos lixos e isto me adoeceu. 4)- Trabalhei demais e faltou tempo para brincar e dialogar com meus filhos e família. 5)- Deveria ter vivido a minha vida e não viver escravo de expectativas de terceiros. Sacrifiquei muito de meus sonhos. Que lição aprender dessas verdades?

Hoje é o Dia de Finados. Muitos dos nossos partiram para a eternidade. Que lições, hoje, tiramos dessa verdade? Uma certeza eu tenho, isto é, a certeza da ressurreição. Na liturgia de hoje nos confrontamos com o mistério da vida e morte.

Rezamos com especial carinho a todos aqueles que passaram, por nossa vida e hoje não estão mais entre nós. Mas, também, nesta oportunidade, a lembrança e a saudade estão vivas em nossos corações e mentes. Mas, por que não celebramos nossa vocação comum, ao final de nossa jornada nesta vida: isto é, a vida eterna com Deus. Se somos pessoas finitas (finados), se não sabemos o dia nem a hora, é certo que ressuscitaremos, pois esta é a vontade de Deus que nenhum daqueles que o Pai lhe deu se perca, mas que tenha a vida eterna. Portanto, o Dia de Finados nos recorda essas duas dimensões da existência humana: finitude do ser humano e ao mesmo tempo a ressurreição para a eternidade em Deus, definitivamente.

O Dia de Finados nos recorda também a oração aos mortos, esta instituída no ano 310. Mas é de bom alvitre lembrar que o Salmo 48. 8-10 nos diz: “Mas nenhum homem a si mesmo pode salvar-se, nem pagar a Deus o seu resgate. Caríssimo é o preço da sua alma; jamais conseguirá. Prolongar indefinidamente a vida e escapar da morte”. Ou ainda: “Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgate de uma vida não tem preço.

Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra decomposição. Pois todos podem ver que os sábios morrem, como perece, o tolo e o insensato e para outros deixam seus bens”. Não é por dogma que ganhamos a vida eterna, mas por meio de Jesus, como diz a sua Palavra. Você caro ouvinte já pensou nisso?

No texto: “O Senhor ouviu o clamor de Elias, e a vida voltou ao menino, e ele viveu” – 1Rs 17.22) são dois milagres de Elias que revelam o amor e bondade: primeiro, deu o necessário àquela viúva de Sarepta e seu filho; no segundo, ressuscitou o menino e transformou a tristeza em alegria. Elias mostrou sua profunda simpatia humana e revelou sua intimidade com Deus, assim explicita as Escrituras. A reação da viúva diante do primeiro problema, isto é, a fome, é perfeitamente natural. Porém, ao ver verso 17 diz que seu filho morreu e agora sua atitude é diferente: ela supõe que Deus a está castigando por causa dos pecados passados e que o profeta havia ido à sua casa por ordem de Deus, para aplicar o julgamento. Porém, a morte física daquele menino era para que a glória de Deus se manifestasse e ele voltasse à vida; a alegria da mãe demonstra isso. Porem, é necessário que compreendamos que existe um grande perigo, maior que todos, que é a morte espiritual, quando a alma se torna insensível à influência divina. Paulo escreveu a seus irmãos dizendo: “o salário do pecado é a morte”, mas Jesus tem o poder para mudar isso. A alegria daquela viúva nos lembra da satisfação da alma quando se torna consciente da presença salvadora de Deus, como expressou Jesus a seus discípulos: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá eternamente” (Jo 11.25).

O discípulo inclui na sua aprendizagem e no seu exercício o capítulo fundamental a respeito do que virá depois desta vida. A vida não é só aquilo que agora se faz e se vive. Parece inoportuno dizer isso é estranho, propor uma constatação dessa ordem. Mas há muita gente que pensa assim e se nutre de uma indiferença que nasce da doce ilusão de viver a vida para desfrutar sempre, ao máximo, em todas as coisas, indiferente ao sofrimento e à dor dos outros. Mesmo quando, teoricamente, muitos sabem que a experiência da morte conduz a uma nova vida, uma vida que não passa, vive-se como se não se fosse morrer e como se não estivesse caminhando para uma vida que não passa. As consequências que nascem dessa indiferença são graves. A gravidade desse comportamento se revela no fechamento egoísta e na incapacidade de conduzir a vida como compromisso com o bem de todos. Outra não é a explicação por que se convive com tanta naturalidade e apática tranquilidade diante de graves problemas sociais e das intoleráveis e perversas exclusões. Jesus inquieta os corações de seus discípulos com essa lição.

Mostra-lhes que algo mais para além das evidências. Resistir à aprendizagem dessa lição é correr sério risco de perder o rumo certo do seu seguimento. Já pensou nisso? O destino humano tem seu estágio final nas mãos de Deus. A liberdade de conduzir a vida própria e de participar do caminho da sociedade tem o seu capítulo final diante de Deus, o Senhor da vida e da história. Jesus já mudou a sua realidade? Pensem nisso! Jesus, ontem, hoje e sempre.








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