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Boa tarde - Itabira, terça, 15 de outubro de 2019 Hora: 16:10

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Crer no escuro é mais heroico quando a solidão é benéfica”
13/09/2019

Meus amigos, amigas e ouvintes de nosso encontro semanal, você ou vocês já pensou, ou pensaram que o ser humano é alguém condenado à incerteza e à solidão? A solidão, conforme escrevemos semana passada existe. Sim, ela existe!

É uma ilusão convencer-se do contrário. A sabedoria está em aceitar este fato. E agir em coerência com esta dura realidade existencial é um remédio. Sim, um remédio. Mas, dentro dessa realidade tem que ter fé, muita fé. Primeiro, porque a fé ilumina e segundo, porque a fé purifica e orienta. A fé ajuda. Ajuda mesmo!

Mas, a fé nunca dissipa todas as nossas dúvidas e interrogações. Cristão verdadeiro é alguém que não só empenhou a Deus tudo o que tem, mas hipotecou sua vida inteira e este mesmo Deus.

Jesus Cristo jogou-se aos braços do Pai, de corpo e alma, integralmente. Mesmo assim, enquanto você caro ouvinte viver estará condenado a não possuir jamais a evidência sensível da validez absoluta dessa entrega, dessa desapropriação, desse ato de fé. Nunca se saberá bem ao certo se está enganado ou não. Se esse Deus é mera realidade, fantasia ou salvação. No ato de fé, no gesto de entrega, jogamos todo nosso ser nas mãos de Deus. Tudo o que somos e tudo o que temos. Tudo dependerá de que Deus seja verdadeiramente Deus. De que a eternidade existe ou não existe. Se ele existe, nossa existência será sublime e nunca absurda. Se ele existe, nossos caminhos de cada dia terão sentido, profundidade e iluminação. Se ele não existe, pobres de nós, infelizes de nós. Tudo não passaria de um equívoco, de uma desventura na ilusão. Daí em diante, viveríamos um grande drama: enquanto vivermos, a evidência de Deus não se dará plenamente. Enquanto palmilharmos os caminhos do mundo estaremos inteiramente comprometidos com as leis da fé. E a fé tem suas escuridões. A fé tem seus desertos e no deserto encontramos os oásis, isto é, a solidão, o desespero e, porque não, a depressão.

Como afirmei semana passada, a fé ilumina. A fé purifica e nos orienta com o seu espelho. A fé ajuda, mas nunca dissipa todas as nossas perplexidades. E jamais nos liberta, definitivamente desses males tão presentes no mundo moderno e nos desertos de nossa solidão.

Quantas vezes nos assalta a dúvida: “não estarei iludido? Não seria simples criação da fantasia humana todo esse mundo espiritual e invisível, no qual acredito? Não será a eternidade um sonho imaginário do coração humano, misterioso e sofredor?”

Céu, inferno, purgatório, Deus, Maria Santíssima ... não seria tudo fruto apenas de gerações antepassadas, incultas, ingênuas, pré-científicas? Quem está certo? Quem está com a verdade? Os incrédulos e descrentes, ou nós cristãos?

Muitos cansam de perguntar. Muitos cansam de ser bons. A maioria das evidências humanas são fugazes, transitórias, caducas. Há tanto “TALVEZ” pontilhando nossos caminhos... Talvez, partilhamos uma estrada incerta e a Pátria eterna não existe... Talvez, nossa viagem não passe de uma inglória miragem, como o peregrino no deserto que avista palmeiras e águas cristalinas no desespero louco de sua sede mortal! Tudo isso passa pela cabeça de nós que, ainda somos incrédulos, não é mesmo?

Meus amigos e amigas de nosso encontro semanal a fé ajuda, mas nunca nos fornece certezas matemáticas. Aceitar a fé é e n t r e g a. Aceitar a fé é um a c r e t i d a r n o e s c u r o. Tenham certeza disso. Fé é risco. Fé é uma aventura. Todo ato de fé reclama uma dose imensa de amor. É o AMOR que salva a fé. É o amor que orienta e salva o homem. E o amor pese pede eternidade. E a eternidade é Deus. Deus que é amor. Pensem nisso!

Bem-aventurados os que acreditam no escuro. Bem- aventurados os que encontram sentido em andar cercados de trevas. Bem-aventurados os que se jogam de corpo e alma na aventura de crer em Deus, mesmo sem jamais tê-lo visto. Bem-aventurados os que intuem na raiz última do ser, ser de que a vida não é um absurdo. Bem-aventurados os que vivem com lealdade seu estatuto fundamental de peregrinos. Bem-aventurados os que não acampam no provisório, mas colocam todo o seu empenho, todas as suas forças e potencialidades, neste gesto de quem acredita, apesar das tormentas e correntes contrárias ao seu intento e compromisso de um cristão que busca a verdade em tudo e em todos.

De Mark Twain tomo emprestado para encerrar nosso encontro de hoje: “Há tanto “talvez” na contextura do nosso cotidiano, nos caminhos de cada dia.

Exatamente por isso é mais difícil ser cristão. Exatamente por isso é mais heroico acreditar. Exatamente por isso Deus nos recompensará com a maior generosidade e alegria. É pela graça acreditar, não obstante a dureza da jornada e a solidão onipresente, nos Caminhos de cada dia. A criança confia no Pai. E quando sente medo, tristeza, fragilidade, solidão, joga-se confiante nos braços de seu Pai. Só as crianças encontram o que procuram”. Digam-me quais os silêncios que você curte e as solidões que você cultiva... e eu saberei se você navega planícies ou escala montanhas, pois a solidão, às vezes é benfeitora e crer no escuro é mais heroico. Pensem nisso.








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