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Boa madrugada - Itabira, sexta, 18 de outubro de 2019 Hora: 03:10

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “A campanha da fraternidade não é um salto no escuro”
08/04/2019

Estamos nos aproximando de mais um final do período quaresmal. Daqui a alguns dias já estaremos em plena Semana Santa. Você já pensou nisso ou está pensando?

Nos quarenta dias da quaresma tivemos a oportunidade de vivenciarmos o Tema e o Lema da campanha da Fraternidade: “Fraternidade e políticas públicas” e, “Um povo libertado pelo direito e pela justiça”, respectivamente.

A igreja católica de hoje traz à tona os meios ascéticos, obras de caridade, oração e jejum para que possamos vivenciar com profundidade este tempo favorável para estarmos voltados a Deus. Lembremos que, já na tradição hebraica os mesmos instrumentos foram praticados, porém, são radicalizados através da nova ética cristã. A pedagogia de Jesus nos ensina que essas práticas precisam ultrapassar o egocentrismo, a autopromoção. Os hipócritas citados por Mateus em seu Evangelho são os falsos devotos, que apresentam uma piedade de conveniência, que dá visibilidade, mas que no escondimento, quando não há testemunhos, mostra-se estéril. A sincera caridade, a verdadeira oração e a alegria do espírito no jejum são o resultado da sintonia com Deus e, no devido tempo, terão sua recompensa, como nos ensina Mt 6.1ª in verbis: “Evitai praticar as vossas boas obras diante dos outros para serdes vistos por eles”. Pensem nisso!

A Campanha da Fraternidade todo ano indica-nos o caminho do amor à vida que é o centro da mensagem de Jesus Cristo. Seguindo os passos de nosso Mestre, estamos a serviço da vida plena para todos. A nossa missão consiste em oferecer ao mundo um testemunho verdadeiro de fraternidade e de solidariedade, por meio da defesa dos direitos humanos e sociais e do compromisso com a conservação da paz e da justiça. Desse modo é possível transformar estruturas desumanizantes e injusta em realidades de vida. Que o projeto conscientizador e solidário desta Campanha da Fraternidade, ora proposto pela Igreja no Brasil nesta Quaresma, sirva-nos de incentivo para praticarmos a fraternidade e o amor ao próximo, em nossas famílias e em nossa vida cotidiana e, assim, trilharmos o caminho do Evangelho, que nos conduz à Páscoa do Senhor. Pensem nisso vocês que nos acompanham semanalmente. A Campanha da Fraternidade nasceu na Igreja Católica como forma de viver e colocar em prática a Palavra de Deus. Se lermos a Bíblia do primeiro ao último livro vamos encontrar inúmeras páginas que vão iluminar a nossa vida de fé e de transformação deste mundo. Como narrado acima, a cada ano, na quarta-feira de cinzas se lança o tema que a Igreja julga pertinente, urgente e necessário para iluminar a sociedade quanto aos desafios que ela precisa enfrentar. Com isso, a intenção da Igreja é conclamar todas as forças vivas da sociedade para somar esforços e combater aquilo que é prejudicial, injusto e usurpador dos direitos mais elementares para o desenvolvimento da vida.

Muitas pessoas dentro e fora da Igreja a criticam por esta postura de envolvimento com a ordem social e até política da sociedade. A resposta para essas críticas é simples, porém, coerente com a missão da Igreja que é levar a Boa Nova de Jesus aos confins do mundo. Pensem bem, amigos e ouvintes, a Igreja herdou do próprio Jesus essa missão e precisa ser fidedigna ao Senhor até o fim dos tempos. Na oportunidade, queremos citar aqui, em forma de exemplo o que os profetas Isaías, Jeremias e Oseias criticam na sociedade daquele tempo, que a nosso ver, parece com nossa sociedade nos dias atuais. Isaias profetizou para a eternidade: “Como foi que se transformou em prostituta a cidade fiel, repleta do direito? Nela, quem morava era a justiça, agora são os assassinos. Tua prata virou borra, o teu vinho ficou aguado! Teus chefes são corruptos, sócios de ladrões: todos gostam de um suborno, correram atrás de comissão, aos órfãos não fazem justiça e a causa das viúvas nem chega as suas mãos” (Is 1.21-23). Por sua vez, Jeremias, dentro do mesmo tema profetizou: “Ponde em prática a justiça e o direito; livrai o oprimido das mãos do opressor; nunca prejudiqueis ou exploreis o migrante, o órfão e a viúva, nem jamais derrameis sangue inocente no país” (Jr 22.3). Finalmente, Oséias, profetizou: “Escutai a palavra do Senhor, filhos de Israel: O Senhor abre um processo contra os cidadãos do país, pois não há mais fidelidade nem amor, nem conhecimento de Deus nesta terra. Juram falso, mentem, matam, roubam, cometem assassinatos um atrás do outro” (Os 4.1-2). Nos três exemplos proféticos percebemos claramente que os profetas são mensageiros do amor e da justiça de Deus. Também a Igreja Católica foi, é e sera sempre profeta e, por isso, precisa viver seu profetismo, sobretudo, aplicando os ensinamentos da Palavra do Senhor no mundo hodierno, marcado por luzes e sombras. Fraternidade e políticas públicas para um Brasil rico e miserável. Rico por seu clima tropical, de rara beleza, de solo fértil, de povo trabalhador. Miserável pela corrupção, de impostos exorbitantes, de analfabetismo, de saúde e educação de baixa qualidade; de salários baixos, de alto custo e vida, de exploração do trabalho infantil e da falta de oportunidades no mercado de trabalho. Políticas públicas já!, para desenvolver o país, para romper com as algemas da desigualdade social; para promover e incluir, para gerar e produzir. Gente pense nisso: “Juntos poderemos transformar este país, “grande e bobo” e o mundo, num novo céu e numa nova terra prometida”. Para tanto é urgente abraçar esta causa e fazer do espaço em que vivemos um local melhor para se viver e sermos felizes. Pensem nisso.








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