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Bom dia - Itabira, segunda, 19 de agosto de 2019 Hora: 07:08

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “O perdão, uma dádiva de deus. posso perdoar?”
02/04/2019

“Perdoai as nossas ofensas como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” ensina-nos o Pai Nosso.

Meus amigos de nosso encontro semanal, você já observou, no seu íntimo que é uma contradição quando pronunciamos ou ouvimos: “eu não perdoo ninguém!” e, ao mesmo tempo professar e ter uma fé muito grande nos Senhor? Se alguém age assim não agrada a Deus, pois o perdão faz parte da sua natureza amorosa e também é um mandamento aos que creem. Com amor Deus perdoa quando se arrepende de seus erros, confessando-os e decide abandonar seu modo errado e viver. Mas Ele não concede um perdão geral – é necessário um tratamento justo das ofensas que são como dívidas diante do Senhor. No texto acima, no início de nossa crônica vemos o quanto Deus deseja perdoar. Israel, capital dos israelitas foi desobediente, mas não se arrependeu para que pudesse evitar o juízo.

Era lógico que o castigo seguisse imediatamente. Mas a mensagem divina é do amor que busca quem erra, avisando que ainda poderiam ser perdoados se abandonassem sua má conduta. Deus dilatou sua paciência ao máximo, contudo, sem deixar de lado a justa medida de que “o que o homem semear, isto também colherá” (Gl 6.7b). O perdão de Deus seria concedido na condição de o povo demonstrar arrependimento por seus erros e voltar a adorar somente a Deus.

Considerando o versículo em destaque, você talvez tenha perguntado por que Jesus acrescentou ao pedido de perdão divino que este ato de misericórdia só aconteça conforme nós perdoamos aos outros. Ele quis mostrar que não entendemos nada sobre o perdão quando pensamos que alguém não merece ser perdoado porque os ofendeu. Deus perdoa pela graça, sem que o mereçamos. Quem demonstra constantemente uma atitude perdoadora reflete o que Deus quis ensinar: perdoar por graça imerecida. Se você se lembrar de alguém que o ofendeu de alguma maneira, conceda-lhe o perdão. Obedeça ao ensino do Mestre Jesus: “vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta”, conforme nos ensina Mt 5.24b)

É justo desejar que aquele que errou peça perdão; mas o ofendido sempre pode dar o primeiro passo para restaurar a paz, não é mesmo? Pense nisso, pois “apenas a experiência de sermos perdoados capacita-nos a perdoar os outros”.

Meus amigos e ouvintes o Perdão é uma dádiva divina. Posso Perdoar? Claro que pode e deve! Tenho ouvido em minhas rodas de amigos, tanto celebridades como aquelas com quem convivo dizerem: “Quem sou eu para perdoar?” E ainda completam: “Quem perdoa é Deus”. Que conversa vazia, sem sabedoria. Como é triste ouvir coisas desse naipe de gente, inclusive, pessoas bem instruídas.

Encontramos nas leituras bíblicas Pedro, um dos discípulos de Jesus, declarar sua dúvida quando perguntou ao Mestre: “Quantas vezes deverei perdoar meu ofensor?

Até sete vezes?”; obtendo a resposta de Jesus: “Não te digo Pedro, que seja até sete vezes, porém, até setenta vezes sete”. Você já parou para fazer esta conta?

Oferecer perdão é uma ordem divina e Deus nos dá capacidade para perdoar a quem quer que seja porque Ele mesmo nos perdoou: “Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. Reflitamos sobre essa passagem de Cristo, na agonia da morte. Perdoou-nos a todos sem distinção. Pensem nisso, principalmente você, como eu que tem dificuldade em perdoar.

Esse perdão, porém, precisa vir realmente de coração para reestabelecer uma verdadeira convivência, pois quem não perdoa de fato vive as lembranças que continuam a envenenar a vida. Perdoar significa, também, querer continuar a caminhar o mesmo caminho, receber e dar novamente o mesmo carinho, do mesmo modo, e saber viver com a cicatriz da ferida. Ela não vai atrapalhar o nosso relacionamento, nem impedir-nos de amar e sermos felizes. Esquecer é difícil, como sabemos, mas nem por isso deixemos de oferecer perdão, nem permitir que o ocorrido nos persiga. Todos nós queremos o perdão de Deus, mas, este perdão só poderá existir se também praticarmos o perdão, uns com os outros, como nos ensina Mt 6.14-15). Você já pensou nisso?

Quando não conhecíamos Jesus (que pena né! Infelizmente muitos ainda não o conhecem), sofríamos com aborrecimentos e decepções por não conseguirmos perdoar nosso semelhante ou por fazermos este ato divino e natural de coração, somente da boca pra fora, e então o ocorrido nos perseguia e irritávamos. A prática do perdão também é um exercício para a santidade, isto é, se quisermos ser santos, ou imitar a vida dos santos, pois o perdão dado ou recebido nos mantém desimpedido nosso acesso a Deus e um crescente aprimoramento da nossa vida.

Pense nisso também. As guerras, contendas, mortes e muitos outros males cometidos pelo homem moderno acontecem pela falta de oferecerem perdão.

Perdoe sempre meu amigo, minha amiga de nosso encontro semanal para que Deus também venha a nos perdoar, pois “Perdoar enriquece muito mais a quem o dá do que quem o recebe”. Perdoar é uma dádiva de Deus. Perdoar sempre!








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