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Bom dia - Itabira, sábado, 20 de abril de 2019 Hora: 07:04

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica na semana “Uma profunda reflexão sobre o dia mundial da água”
18/03/2019

Todo ano é a mesma coisa, a mesma agonia, os mesmos sofrimentos nas populações urbanas e, principalmente as ribeirinhas. Acabado o carnaval vêm às chuvas de março a destruir e arrasar cidades e a mostrar a incompetência de administradores relapsos. Há anos e anos a cantilena continua e ninguém nada faz.

No carnaval que passou girou-se cerca de 8,5 bilhões de reais na economia e gerado, segundo pesquisas, aproximadamente, cerca de 22 a 25 mil empregos, sem contar os milhões de reais gastos em matéria prima, salários a desempregados e serviços diversos. Que beleza como diz certo trecho da música de Benito de Paula.

Que beleza nas avenidas das grandes capitais e cidades do país afora. Após os dias de carnaval, o desespero de famílias que tudo perdeu é uma tônica diante das câmeras de TVs. Balsas e barcos são expostos em plena via pública como se estas fossem braços de córregos e rios, estes encurralados por obras ineficientes e incapazes de conter a fúria das águas. Que tristeza! Mas, esta é uma realidade da qual não podemos fugir, pois a natureza cobra, em dobro, as maldades contra ela edificadas no eterno lugar comum.

Como sabemos o mês de março é o tempo em que as águas se despedem do seu ciclo, isto é, o fim do verão. Para tanto, e, como diziam os antigos encerra mesmo é no dia de São José, em 19 de março e, no dia 22 celebra-se o Dia Mundial da Água. Quem nunca ouviu falar ou já viu a Enchente de São José? Atire a primeira pedra. É esta uma enchente que destrói tudo que estiver à frente, ou impedindo sua passagem, não é mesmo? Todo ser humano gosta da água bem limpa e fresquinha na hora da sede, concordam? No passado, quando os riachos, ribeirões e rios de pequeno e grande porte não eram poluídos, gostávamos de mergulhar e nadar por horas a fio, afrontando os perigos e surpresas de suas correntezas. Rio manso, correnteza do meio pra baixo, redemoinhos perigosos e arrebatadores de vidas.

Riachos e ribeirões inofensivos, porém, cheios de armadilhas. Sabemos que o ser humano não vive sem água. Todo mundo sabe que a água é tão importante quanto o ar que respiramos. No entanto, percebemos que não existe um cuidado especial com a água. Repare os rios de nossa região: Rio Tanque, Rio Girau, Rio do Peixe, Rio Santo Antonio, Rio Doce, Rio Piracicaba, Rio Paraopeba e seus afluentes, e, principalmente o Rio da Integração Nacional, o São Francisco que, se não estão já mortos, morrem dia a dia, paulatinamente por causa de sua degradação e impurezas constantes. O Brasil tinha muita água, para dar e vender. Hoje, cada dia mais estas vão se rareando por causa da incúria do ser humano. O Brasil foi, e ainda o é em proporções menores um dos países que tinha mais água doce do mundo. Perdemos essa hegemonia para a China, Japão e a Índia. Porém, muitos rios já morreram e outros em grande maioria estão morrendo por causa da falta de cuidados e respeito à natureza. Você já pensou nisso?

É necessário que tomemos consciência dessa realidade e aproveitemos esse dia 22 para tomarmos consciência e uma decisão em favor da água criando uma cultura do cuidado. Não desperdice, não polua são os alertas que expressamos para que, doravante, nossos rios, riachos, córregos ou uma nascente sejam preservados. Os rios e seus afluentes não são lugares de despejo, pense nisso, são sim, lugares de vida. Rios, riachos, córregos ou uma nascente devem estar sempre limpos, pois se limpos conceitua-se “povo limpo”. Rio morto, povo morto. Será que a Comissão de preservação da água existente na Câmara Municipal tem pensado nisso? Ou está morta também? Eis a questão meu caro Watson. Pensem nisso: “rio morto, povo morto”. A verdadeira consciência consiste na emenda da vida e reforma de costumes. “São as águas de março fechando o verão; é a promessa de vida no teu coração... É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã. É um belo horizonte. É a promessa de vida no teu coração”, expressou Tom Jobim em sua letra e música, Águas de Março, na voz de Elis Regina. Pensem nisso, gente! Você também será o culpado se amanhã, amanhã não houver água sequer para tomar. Que mau horizonte, heim! “As águas e as florestas antecedem as civilizações, os desertos as sucedem”. Pensem nisso. O Brasil, nosso Estado e nosso Município caminham a passos largos para a consecução da falta de água nos corações brasileiros.

EM TEMPO: Lamentamos, mais uma vez a partida da Maria Amélia Gomes de Figueiredo para a eternidade. Calou-se para sempre uma voz macia do nosso meio radiofônico na Terra de Tutu Caramujo. Lamentamos também, a partida da ícone da cultura e família itabirana: Myriam de Souza Brandão. Um dia, os legados de Maria Amélia e dona Myriam serão reconhecidos pela grandeza de pessoas humanas que foram. Que Deus, na sua Infinita bondade e misericórdia, as receba para Gaudio de seus familiares e amigos. Homenagens deveriam ter sido feitas quando em vida. Pós “mortem” é não reconhecer os feitos por elas em vida realizados. Uma foi perseguida politicamente. A outra, simplesmente foi esquecida.

Para finalizar nosso encontro de hoje lembramos que já estamos em plena Campanha da Fraternidade, cujo tema é: “Fraternidade e Políticas Públicas” e o é lema: “Um povo libertado pelo direito e pela justiça”. Pelo amor de Deus, gente: não confundam essa campanha com rixas políticas de políticos, hoje condenados.








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