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Bom dia - Itabira, segunda, 17 de junho de 2019 Hora: 08:06

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana - Água: Vida e sabedoria de Deus?
25/02/2019

“Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios pra irar-se” (Tg 1-19b). Conta-se no linguajar popular que um casal brigava muito, todos os dias. As agressões eram verbais e até físicas. Era só o marido chegar ao lar, já cansado, nervoso,  desesperado, gritando e dizendo palavrões sem motivo algum e a briga começava. A cada agressão que recebia a mulher respondia, dentro do mesmo padrão. Com o tempo, a esposa já não mais suportava aquela vida conjugal; procurou então, seu confessor e contou-lhe o seu pesadelo em família. Estava disposta a divorciar-se, pois naquele inferno em que vivia, não suportava mais viver. Esta história é atribuída a São Bernardo, salvo me engano. O confessor aconselhou-a a fazer uso da “água milagrosa”: Durante as discussões deveria ela, colocar um pouco de água na boca sem a engolir, e assim ficar até a briga acabar.

Naquela noite, quando percebeu que o marido estava chegando, seguiu corretamente o ensinamento orientado por seu confessor. Como sempre, o marido adentrou-se e, já dentro de casa naquele estado de sempre, isto é, gritando e esbravejando até cansar e vendo que não obtinha resposta foi dormir. Nos dias seguintes a mulher continuou a fazer uso da “água milagrosa”, até que o marido desistisse de brigar sozinho, pois nenhuma resposta era lhe dada, destarte, daí em diante quando seu consorte chegava em casa era um homem mais calmo e muito mais amoroso. A mulher vendo que o ambiente de casa era de restrito respeito, consideração mútua de um para com o outro parou de tomar a água, acreditando que era mesmo uma “água milagrosa”.

Na verdade era uma água comum. As brigas cessaram e a harmonia voltou a reinar no lar, pois o marido não tinha mais condições de discutir com sua esposa, sempre calada porque estava com a boca cheia de água. Sábio conselho de São Bernardo. Alguém, outrora, disse que Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca para ouvirmos mais e falarmos menos. Não quer dizer que seja proibido falar. Conforme nos ensina a Escritura Sagrada, devemos controlar nossa língua: ouvir antes de falar, refletir bem e então dar uma resposta, se devida e se for conveniente. Dizem que a palavra é como a flecha: depois de lançada, esta não tem volta. Daí a necessidade de muita reflexão e do cuidado com a língua para não ofender as pessoas. Na Bíblia lemos que: “quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é um sensato” (Pv 10.19) e que “a língua... contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesmo incendiada pelo inferno” conforme expressou São Tiago (3.6).

Na vida, se desejamos obedecer a Deus, temos que ouvir mais, refletir – e falar menos. Somente assim teremos um bom relacionamento com os outros. Porém, se já ocorreu o conflito, devemos ser humildes como nos recomenda Jesus, isto é, pedindo perdão àqueles que magoamos. Gente, na vida é assim: falar menos e ouvir mais é uma ótima receita para um bom relacionamento. Você já pensou em calar nos momentos mais difíceis e falar nos momentos oportunos? Certo pensador outrora disse: “o silêncio é ouro; a fala, a palavra é prata”. Pense nisso.

Amigos e ouvintes de nosso encontro semanal, por experiência de vida em alguns anos já vividos, com um pouco de sabedoria, sei que não é fácil colocar a vida em rumos certos. Muitos se perdem tentando encontrar um caminho. Algumas pessoas colocam seus próprios planos, ideias e percepções em prática para encontrá-lo, porém, quantas de suas tentativas não dão certo, nem o esperado? Por quê? Porque seus planos, ideias e percepções podem atingir pessoas ao seu lado e estas não têm nada a haver com os seus problemas, cujo interesse é somente seu. Já pensou nisso também? Talvez, você já se sentiu ou se sente sozinho e pressionado a se amoldar ao padrão deste mundo. Nossa época, tempos modernos, são nos apresentados vários caminhos e soluções que nem sempre queremos segui-los, pois na maioria das vezes, não são os caminhos de Deus. Esta é uma realidade da qual não podemos fugir.

O mundo tudo nos oferece e pode e, talvez, chega o momento em que temos que tomar a “água milagrosa” para não cairmos na tentação do prazer, do gozo ou da luxúria que se nos apresentam facilmente. Quando caímos o resultado não pode ser outro, senão ficarmos decepcionados, frustrados, magoados, porque nada deu certo. Por quê? A razão é óbvia, Deus! Apesar de sabermos disso, emocionalmente, nossos sonhos, planos, anseios, o trabalho, e o esforço dispendido consome toda nossa energia, e, de repente, o resultado pode ser nada a acalmar todo esse turbilhão de frustrações. É neste momento que se requer muita fé e força, muito relacionamento com Deus e encontrarmos a solução pela fé. Um relacionamento aberto e sincero, no qual temos de expor a nossa fragilidade e deficiência para aceitar Deus no comando e à frente de todo controle e encontrar o resultado final.

 Reconhecer uma derrota custa nosso orgulho e pode roubar nossa alegria e paz, mas este é o caminho. Porém, quando encontramos em Deus nosso fiel amigo e conselheiro, aceitamos a sua verdade para a nossa vida e experimentamos que Ele cuida de seus filhos em qualquer circunstância. Então, descobriremos que seus braços não são curtos a ponto de não poder nos alcançar e que seus ouvidos estão sempre atentos para nos ouvir e Ele jamais nos faltará com sua presença e misericórdia, não é mesmo? Aguardar e buscar o conselho são sabedoria na hora da dúvida. Pensem nisso, amigos e ouvintes: Deus é a nossa “água milagrosa”, sempre.

Ótima semana para todos!








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