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Bom dia - Itabira, sábado, 20 de abril de 2019 Hora: 08:04

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana "O poder: mãos à obra. Reformas inevitáveis"
14/01/2019

Segundo velho e conhecido ditado popular, “Ano Novo, vida nova”. Com pensamentos positivos 2019 indica-nos que este ano é um ano bom, cheio de novas perspectivas, esperanças, muito trabalho e muita disposição para enfrentarmos os devaneios e as ondulações, não as do mar, mas as do nosso dia a dia. Novo presidente, novo governador, novos deputados estaduais, federais e senadores.

Todos, indistintamente em busca do poder. Não sei quantos de nós estaríamos preparados para exercer o poder, caso fôssemos eleitos ou nomeados, de surpresa para a equipe do Bolsonaro ou do governador. E olhem que eles precisam de muita mão de obra – da boa, que fique muito claro. Por falar nisso, quem não gostaria de exercer o poder na sua plenitude? De mandar e ser obedecido. De saber que sua determinação será cumprida exatamente como determinada, sob pena de uma penalidade ainda mais grave?

Algo inimaginável no Código Civil ou Militar, mas que poderia ser rapidamente introduzido com inegável boa vontade dos participantes. Poderiam ser estabelecidas limitações no tempo e no espaço, esgotando-se por consequência o clima de correria para se cumprir as ordens do gabinete, muito especialmente entre alguns auxiliares, mais temerosos da aplicação das novas penalidades. Com isso, as punições mais graves seriam atenuadas diante de um comitê revisor ou aplicadas mais rapidamente. Procurar-se-ia, tanto quanto possível, adiar, assim, a inevitável choradeira diante da nova penalidade. O resultado prático é que voltaríamos ao sistema anterior, com punições mais severas e só então aceitas pelo comitê controlador e pelos códigos Civil e Militar. Voltaríamos, então, a ver predominando o bom senso nas decisões. Não sei se, guardado o exagero dos exemplos acima, não estaríamos a ver testes aplicados em condições minimamente respeitáveis por alguns dos membros do quadro efetivo, daqueles que cuidam das nomeações dos titulares dos vários cargos a serem preenchidos, nos mais diversos escalões da administração federal ou estadual. Se não foram aplicados, estou certo que bem gostariam.

Fico a imaginar também, num quadro econômico depressivo, quando só o desemprego está em alta, como se sentiria um grupo de pessoas com a autoridade de decidir o destino profissional de alguns dos mais altos executivos do país, ou mesmo de alguns mais próximos de nós, se alguns de seus membros não sentiriam tentados a utilizar instrumentos de análise mais rigorosos ou extremamente rigorosos. Afinal, é o futuro do Brasil que está em jogo, em todos os seus aspectos.

Uma mudança virá, com certeza, porém, desanimamos quando vemos nosso governador, no limiar de seu mandato seguir os passos de seu antecessor. Ai meu Deus! Tudo continua como Dante no quartel de Abranches! Chegamos ao fim do poço, não é mesmo? Cair no poço é fácil, difícil é sair dele, não é mesmo?

Porém, como ainda estamos acordados com a nossa nova/velha realidade após os espetáculos pirotécnicos que encantaram multidões já apagaram nos céus; a troca de mensagens de esperança e fé entre as pessoas já produziu os efeitos propulsores de novas energias; os discursos de posse já foram dissecados e registrados para a prosperidade, agora é hora de arquivar a retórica e o ambiente festivo, arregaçar as mangas, encarar a crise existente e colocar a mão na massa falida encontrada e buscar soluções plausíveis para que o barco não se afunde mais ainda.

A gravidade do país está tão grande que não se pode mais perder tempo, sequer minuto. O país tem pressa. O povo tem pressa maior em ver os carros da locomotiva nos trilhos. No conjunto de desafios e gargalos nacionais a serem enfrentados é absolutamente central e a reforma da Previdência, talvez, a mais necessária. A situação dos Estados e dos Municípios, assim como um todo no país estão piores do que se possa imaginar. De quem é a responsabilidade? Do povo?

Dos governantes? Dos políticos? Respondo: de todos nós, pois a inércia do povo deu a oportunidade para surgirem corrupções de todos os tipos, lados e ângulos da administração pública e seus efeitos tornaram-se insuportáveis, ou melhor, dizendo, tornou-se uma corda no pescoço de cada cidadão que sempre é o que paga a conta, não é mesmo?

Esta é uma realidade da qual não podemos fugir e calar, esta agravada por distorções acumuladas por décadas e décadas por maus políticos e administradores.

O atual sistema previdenciário não é justo, nem sustentável. É impressionante que, num país tão desigual como o nosso, a meu ver, respeitando, claro, opiniões divergentes, a Previdência Social criada na ditadura Varges foi um instrumento para promover justiça social, mas que hoje em dia tornou-se também, num veículo produtor de privilégios e desigualdades. É preciso acordar para este sentimento: quando a previdência social foi criada, o espírito essencial nela contido visava, tão somente, a proteção do trabalhador pobre para quando perdesse sua capacidade laborativa. O pressuposto é que os setores de maior renda acumulassem poupança e patrimônio ao longo da vida e a Previdência deveria garantir uma renda mínima para idosos, inválidos e miseráveis. Entretanto, com o passar dos anos esta se tornou em privilégios para alguns e covil de ladrões de outros, não é mesmo? Por isso, a reforma desta instituição já passou da hora, mesmo que seja contra a vontade daqueles que a fizeram e ainda fazem dela o covil dos bandoleiros.

Pensem nisso.








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