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COLUNISTAS
MARCOS GABIROBA E A CRÔNICA DA SEMANA "OS NOVOS CLARINS DA INDIGNIDADE"
29/01/2017

Dizia Santo Agostinho que “a verdade é doce e amarga. Quando é doce, perdoa; quando é amarga cura”. Quem sabe a amarga e dura verdade evidenciada nos últimos acontecimentos surgidos nos presídios brasileiros com as rebeliões de até então, poderão curar o mal que debilita o sistema prisional existente em todos os seus níveis. As carnificinas acontecidas suplantam, em números de mortes, às do presídio do Carandiru, em São Paulo, anos passados, com uma diferença: as do Carandiru foram comandadas pela Polícia Militar do Estado; as atuais são comandadas por bandidos perigosíssimos, facínoras, homicidas e latrocidas e chefes dos tráficos de drogas encarcerados. Mas se olharmos com olhos críticos, os efeitos e consequências são os mesmos, isto é, o falecimento total do sistema prisional brasileiro há mais de cinco décadas.

Hoje, nossa sociedade, paga e muito caro pelas incúrias e inconsequências de nossos administradores, todos eles, indistintamente, irresponsáveis. Não seria necessário promover tantos gastos num inquérito para se promover a verdadeira justiça. Gasta-se milhões e milhões de reais com empresas terceirizadas para cuidar dos presídios de segurança máxima existentes, poucos, diga-se de passagem, Brasil afora e daqueles delinquentes que descumpriram a lei, tornando-se bandidos de toda espécie, perigosos e de mentes assassinas. A liberdade atribuída aos prisioneiros brasileiros é sem igual. Nos países de 1º mundo os rigores são severos no cumprimento das penas e a totalidade de prisioneiros tem que dar suas contrapartidas trabalhando e comendo o que plantam e colhem.

No país das maravilhas os condenados possuem todos os tipos de regalias e liberdades lhes atribuídas, sem contar com um Auxílio reclusão muito maior do que o de um trabalhador de sol a sol. O Estado, além de terceirizar o sistema para condicionar melhores condições de vida ao prisioneiro, concede-lhes o direito de não trabalharem no cumprimento de suas pesadas penas. Raros têm esse privilégio. Com isso, as mentes se tornam totalmente vazias, ensejando a oportunidade do mal dominar-lhes, pois mente vazia, nada mais é do que templo do maligno. A liberdade de visitas pessoais está provada que são oportunidades não só para o convívio do prisioneiro com seus familiares, mas uma ocasião única de receberem, sob os olhares flácidos dos agentes penitenciários, a entrada de celulares, televisões e armas poderosíssimas dentro dos presídios. Esta é uma dura e legítima realidade que vimos a toda hora acontecer Brasil afora, sem contar que, de dentro dos presídios de segurança máxima, comandam facções criminosas na distribuição de drogas e todo tipo de crimes. Fernadinho Beira Mar, o maior de todos, possui um staff de criminosos, dentro e fora dos presídios muito mais fortalecido que o de ministros de estado e de qualquer político para praticarem todo tipo de crime, desde o passional, queima indiscriminada de ônibus coletivo até o de pagamento de dívida na distribuição de armas e drogas por todo território nacional. Esta é uma realidade. Só não enxerga quem não quer ver, ou está comprometido com o sistema.

Os vícios agora identificados nas carnificinas de Manaus, Boa Vista e em Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, não diferem muito do quadro de crises nas penitenciárias brasileiras, transformadas, nos gabinetes governamentais em moeda de troca, não eleitoral, mas em paliativos às coberturas dos rombos dos cofres públicos, federais, estaduais e municipais. Pode-se dizer que contam ainda, com o clima de permissividade e tolerância dos responsáveis pela aplicação da legislação própria, facilitando, no papel, os projetos de instalação de novos presídios, cuja missão é tão somente encher as burras de felizes empreiteiros, e todos sabem quem são.

Esses atos nunca tiveram o propósito de verdadeiramente solucionar o problema existente, tão somente, com isso, preparar os caixas de partidos de aluguel e os de apoio ao governo para as eleições de 2018. Com os acontecimentos nos presídios brasileiros, mais uma vez, fica patenteado o fracasso do sistema prisional. Pudera, é ela vítima desse mesmo processo deficiente de formação de seus gestores e administradores terceirizados, igualmente vitimas pelo descaso governamental que remunera deficientemente seus trabalhos e não lhes assegura as mínimas condições materiais para o bom exercício de suas funções.

Estamos no vestibular de um novo governo, após treze anos de turbulências, roubalheiras, falcatruas, indignidade política e carreamento das receitas públicas para compra de apartamentos, sítios, fazendas, empresas fictícias onde os produtos dos roubos eram lavados num Posto de Gasolina e todo tipo de crime administrativo que ficavam sob o pálio do sigilo obsequioso dos então governantes. Este novo governo, cujas promessas de  soluções nos vários setores da economia, finanças, educação, saúde, transportes e da segurança pública foram solenes e peremptórios Com isso, é necessário dar tempo ao tempo para suas consecuções.

Em meio a toda essa desolação, por dever de justiça é imperioso assinalar o trabalho desenvolvido pela Força Nacional do Exército Brasileiro que, quando acionado impõe um ritmo de trabalho marcado pela seriedade e compromisso com o aprimoramento de suas atividades. Se todos os Estados da federação houvessem tomado como paradigma o esforço ora desenvolvido, certamente este País, “Grande e Bobo”, não se confrontaria com a verdade tão dura e amarga quanto essa escancarada nos presídios brasileiros.

E, para culminar, os clarins da indignidade estão anunciando a malária e a febre amarela que haviam sido dizimadas do país há século. Ao som desses clarins recuperaram suas forças e coragem para ceifar novas vidas, tornando-se destarte, novos tormentos à saúde dos brasileiros. Meu Deus, que País é este? Certamente a Santo Agostinho assistia razão quanto enunciou que a verdade é doce e quando assim o é, perdoa, porém, quando amarga cura, não é mesmo? Pense nisso.








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