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ESPORTE
Novos ares
No futebol de MG 15/05/2017

 

Com bonita história no Estado, Marcelo Ramos cria projeto esportivo e relembra bons momentos.

Um dos maiores ídolos do Cruzeiro e multicampeão pela Raposa, o ex-atacante Marcelo Ramos é presença constante em Belo Horizonte, mesmo depois de 14 anos de sua última passagem pelo clube celeste. O carinho e a gratidão pela torcida e pelo clube fazem com que Marcelo se denomine “baianeiro”– uma mistura da baiano com mineiro, já que Marcelo é natural de Salvador.

Com raízes no Estado, a visita de Marcelo Ramos a Minas tem um motivo especial: o investimento no futebol na região do Vale do Aço. O ex-atacante inaugurou o Timóteo Esporte Clube – projeto voltado para as categorias sub-15 e sub 17 na cidade – e tem como objetivo de longo prazo ver o clube disputar uma das divisões do Campeonato Mineiro de forma profissional daqui a alguns anos.

“O nosso pensamento é resgatar o futebol do Vale do Aço, principalmente com o Timóteo, porque minha história em Minas é muito bonita. Estamos com o projeto de colocar o Timóteo daqui uns dois ou três anos para disputar o Mineiro como profissional. De imediato, vamos trabalhar com a divisão de base, do sub-15 até o sub- 17 pensando em revelar jogadores. Fazer um projeto social na cidade para crianças de 7 até 17 anos. Com o conhecimento que tenho dentro do futebol, se uma criança tiver um talento, vamos trabalhar esse ponto”, projeta Ramos.

Gratidão. O palco de encontro com Marcelo Ramos não poderia ser outro que não o Mineirão. Antes, no entanto, Marcelo Ramos já tinha assistido à final do Campeonato Mineiro em um espaço montado pela diretoria do Cruzeiro. Ao chegar ao Gigante da Pampulha, o jogador logo exclamou: “Hoje ele está muito diferente”, antes de tirar o celular e começar a fazer algumas selfies no gramado.

No Mineirão, Marcelo Ramos viveu momentos inesquecíveis, como a final do Campeonato Mineiro de 1997 e a conquista da Copa Libertadores, poucos meses depois.

“É uma situação gostosa para mim estar aqui dentro desse estádio, porque aqui eu vivi grandes momentos. É o lugar onde eu marquei mais gols na carreira. O torcedor do Cruzeiro me valoriza muito por ter sido muito decisivo, isso me credenciou a ser ídolo. Porque no momento em que o clube mais precisou, que a torcida precisou, eu estava sempre lá, decidindo os jogos. Isso se reflete hoje. O Cruzeiro é espetacular comigo, e até hoje os torcedores param para falar e para agradecer pelos títulos”, comemora.


REVELAÇÃO

“Não ouvi o Alex em 2003”

Comprado pelo Cruzeiro em 1995, depois de um ano de destaque no Campeonato Brasileiro pelo Bahia, Marcelo Ramos não poderia prever, aos 22 anos, que iniciaria uma história de sucesso na Raposa. Um ano depois, ele se transferiu para o PSV da Holanda. E, no retorno ao Brasil, novamente desembarcou em Belo Horizonte.

Campeão da Copa do Brasil de 1996 e da Libertadores em 1997, o “Flecha Azul”, como carinhosamente ainda é chamado, credenciou-se como um dos maiores ídolos da história do Cruzeiro, sendo o quinto maior artilheiro do clube. Ramos ainda teve uma terceira passagem pelo clube, de 2001 a 2003, fazendo parte do grupo campeão da Tríplice Coroa, mesmo disputando poucas rodadas.

Crítico, o ex-atacante diz “não se sentir campeão do Nacional” justamente por não ter podido colaborar com o grupo, assim como fez em toda sua carreira, sendo decisivo nos títulos alcançados.

“O Cruzeiro me colocou como campeão porque eu fiz três jogos e depois retornei para o Japão. Participei de algumas partidas da Copa do Brasil e do Mineiro. Fui um jogador acostumado a sempre jogar, a ser decisivo, não me sinto tão campeão, mas está na história, então sou meio campeão (risos). O Alex me pediu para ficar, ele me disse que seríamos campeões. Eu não ouvi o Alex e fui para o Japão”, revela.

Para 2017, Marcelo Ramos crê em mais conquistas para a galeria do clube após o vice no Mineiro. “Vejo o Cruzeiro muito forte na Copa do Brasil, e o Brasileiro é longo, precisa ter grupo, e a diretoria é competente para trazer grandes jogadores e termos um grande ano”, avalia. (LL)


LEMBRANÇA

Copa do Brasil é eternizada

Por onde quer que Marcelo Ramos encontre um cruzeirense, o momento não passa sem que a Copa do Brasil de 1996 seja pauta do assunto. A Raposa conquistou o título em cima do poderoso Palmeiras – na época patrocinado pela Parmalat e com um grande elenco à disposição. Com um empate no Mineirão no jogo de ida por 1 a 1, e gol do Flecha Azul, o Cruzeiro foi ao Parque Antártica como azarão, mas derrotou os palmeirenses, de virada, por 2 a 1, com gol de Marcelo Ramos aos 38 min do segundo tempo.

“Eu entendo todo esse carinho por causa desse jogo. Fiz 162 gols e sou mais lembrado por esse gol, pela forma que foi a partida. O Palmeiras tinha um time muito forte, mas o nosso era guerreiro e também tinha qualidade. A gente viajou acreditando. Foi muito especial, pois todo mundo já dava o título para o Palmeiras. Foi marcante, os torcedores não acreditavam, a imprensa já dava o Palmeiras como campeão. Estou na história do Cruzeiro por muitos gols e títulos, mas esse é o mais marcante”. (LL) 

LOHANNA LIMA/ ot empo








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