Suspeito utilizava registro profissional de um médico de outro estado para trabalhar em hospitais e unidades de pronto atendimento de três municípios; investigação aponta que ele chegou a prescrever medicamentos
Gabriela Neves/Itatiaia

Homem foi detido nesta quarta-feira (04) na Grande Natal. • Divulgação | PCRN
Um homem de 33 anos foi preso preventivamente suspeito de exercer ilegalmente a medicina em diferentes unidades de saúde no estado do Rio Grande do Norte. O falso médico foi detido nesta quarta-feira (04) na cidade de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal. A identidade do suspeito não foi divulgada.
Segundo a Polícia Civil do estado, ele utilizava os dados pessoais, o carimbo e o número de registro profissional de um outro médico para realizar atendimentos a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A prisão do suspeito ocorreu durante a Operação Alter Ego, deflagrada para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar.
As investigações apontaram que o homem utilizava as credenciais de um profissional regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). O médico titular do registro, no entanto, nunca teria trabalhado no Rio Grande do Norte.
A prática teria ocorrido em hospitais públicos e unidades de pronto atendimento (UPAs) de três municípios potiguares: Poço Branco, Taipu e Monte Alegre.
Confira momento da prisão do suspeito:
Suspeito atendia pacientes e prescrevia medicamentos
De acordo com a Polícia Civil, durante o período em que se apresentava como médico, o homem realizou atendimentos clínicos de urgência e chegou a prescrever medicamentos controlados e injetáveis aos pacientes.
Para sustentar a falsa identidade profissional, ele também utilizava perfis em redes sociais e aplicativos de mensagens nos quais se apresentava como médico. As apurações identificaram ainda o uso de contas de e-mail fraudulentas, que teriam sido criadas para tentar enganar órgãos de controle e fiscalização.
O nome da operação, “Alter Ego”, faz referência justamente à utilização da identidade e das credenciais profissionais de outra pessoa pelo investigado. Segundo a polícia, a estratégia era empregada para exercer ilegalmente a medicina e obter vantagem econômica.
Polícia investiga possível participação de outras pessoas
Após a prisão, o homem foi conduzido à unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais e foi interrogado. Em seguida, foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a possível participação de terceiros no esquema, especialmente em eventuais facilidades para a obtenção de contratos e a realização de cadastros funcionais nas unidades de saúde.