Saiba o que aconteceu com o pé de maconha que foi levado de camburão em BH. Vídeo

Candidato do PSol levou maconha ao Centro de BH durante ação sobre legalização; pé foi apreendido pela PM e levado no camburão da corporação

Larissa RicciThiago BonnaRaphael Veleda/Metrópoles

Belo Horizonte — O pé de maconha apreendido durante uma ação de campanha do candidato a deputado federal Dário de Moura, conhecido como Dário 4e20 (PSol), na Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, foi encaminhado para a Célula de Recebimento, Guarda e Destinação de Materiais do Termo Circunstanciado de Ocorrência (CREDS-TC).

A informação consta no registro feito pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) nessa quarta-feira (16/9).

A planta havia sido levada por Dário para a praça durante uma ação de campanha. O candidato afirmou que pretendia mostrar a cannabis ao público e falar sobre suas propostas relacionadas à legalização.

Durante a abordagem, segundo o boletim de ocorrência, foi apresentada aos policiais uma decisão da Justiça Federal que autorizava o cultivo da cannabis para fins exclusivamente medicinais.

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Os militares, porém, verificaram que a decisão judicial estava em nome de Daniel Costa Cruz, que também estava no local. A planta, no entanto, estava sob responsabilidade de Dário naquele momento.

Como, segundo o registro, o documento não previa o uso da cannabis para exposição ao público, a ocorrência foi registrada como porte de cannabis para consumo próprio.

A PM informou que não encontrou elementos que indicassem a comercialização da substância. Dário foi orientado e, como não havia indícios de tráfico de drogas, foi liberado no próprio local.

A PM também informou que, devido ao tamanho, não foi possível colocar a planta em uma embalagem de provas. Após a apreensão, a planta foi colocada no camburão (veja vídeo acima).

Pela Lei de Drogas, plantações consideradas ilícitas devem ser destruídas pelas autoridades policiais, que precisam preservar uma quantidade suficiente para a realização de perícia.

A legislação também prevê que a destruição de drogas seja feita por incineração, em até 30 dias, após autorização judicial e manifestação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

No caso da planta apreendida na Praça Sete, porém, ainda não se sabe qual será o destino dado ao material.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para esclarecer quais serão os próximos procedimentos e aguarda retorno.

“Maior problema do país é o álcool”

O candidato  afirmou que o “maior problema do Brasil” não é a cannabis, mas o álcool. A declaração foi dada ao Metrópoles ao ser questionado sobre os riscos do consumo de maconha por jovens.

Durante a ação, Dário foi questionado sobre estudos que apontam riscos associados ao consumo de cannabis por adolescentes. Ele afirmou não recomendar o uso da substância por jovens e comparou a questão ao consumo de bebidas alcoólicas.

“Eu não defendo o uso de maconha, de álcool para a juventude. […] O maior problema do Brasil não é a maconha, é o álcool, que é legal e que causa muito mais dano a essa população jovem”, afirmou.

Segundo o candidato, a proibição não deve impedir que o tema seja discutido com adolescentes. Dário defendeu que jovens tenham acesso a informações sobre os efeitos e riscos das substâncias para que possam tomar decisões ao longo da vida.

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