Operação Vulcano: MPMG obtém condenação de sete pessoas por comércio ilegal de armas em Belo Horizonte

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de sete pessoas investigadas no âmbito da Operação Vulcano, voltada ao combate ao comércio ilegal de armas de fogo e munições. A sentença foi proferida em 7 de agosto pela 3ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte. Somadas, as penas de reclusão chegam a 109 anos e quatro meses, além do pagamento de multas.

A operação foi deflagrada em dezembro de 2025 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPMG, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e do Exército Brasileiro. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Belo Horizonte e na região metropolitana.

As investigações revelaram que o grupo vendia armas e munições a criminosos envolvidos em homicídios e tráfico de drogas na região metropolitana de Belo Horizonte. As munições tinham origem em um estabelecimento comercial de Contagem, de onde eram desviadas do mercado formal. As armas de fogo, por sua vez, provinham de depósitos de material apreendido pelas forças de segurança pública.

A sentença identificou o desvio de milhares de munições para fuzis de calibres 5,56 e 7,62, além de pistolas e revólveres de uso permitido e restrito. Entre os integrantes do grupo havia pessoas registradas como Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CAC), com atuação no comércio legal de armas e munições.

Ao longo da Operação Vulcano e de seus desdobramentos, foram apreendidas 33 armas de fogo em situação irregular e mais de 7 mil munições de diversos calibres.

Ministério Público de Minas Gerais

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