Assassinato foi durante uma briga
Maria Fernanda Ramos/Itatiaia

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A Justiça do Ceará decidiu soltar o policial militar Caio Filizola de Paiva após audiência de custódia realizada nessa segunda-feira (6). Ele é suspeito de matar Luena Rocha Melo com um tiro no pescoço após uma discussão em um posto de gasolina em Cariré, no Ceará.
Caio declarou ao juiz João Gabriel Amanso da Conceição que é viciado em álcool e que faz uso de medicamentos como sertralina e clonazepam, a fim de tratar ansiedade.
Na decisão, o juiz afirmou que Caio é “tecnicamente primário”. Ele impôs medidas cautelares para o policial, como a proibição de mudança de endereço sem comunicação prévia à Justiça, proibição de se ausentar da Comarca por mais de 8 dias até o fim do processo, o comparecimento a todos os atos do processo, recolhimento domiciliar e proibição de frequentar bares, casas noturnas e festas.
Caio, além das outras medidas, precisará utilizar tornozeleira eletrônica por 240 dias.
Briga em posto
Caio se envolveu em uma briga com Luena e acabou atirando nela. Ela morreu no local, e ele foi preso.
O namorado da vítima, identificado como Hilton Fernandes, relatou que não sabia o motivo da briga dos dois, mas que tentou chamar a mulher para ir embora. Quando virou de costas, ele ouviu o disparo.
Familiares relataram que Luena já tinha desavenças com o policial e já havia sido agredida pelo agente antes.
O que diz a PM
Em nota enviada nessa segunda (6), a Polícia Militar informou que o policial está de licença para tratamento de saúde e que a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD) apura os fatos.
“A PMCE reforça que não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e repudia qualquer ação que contrarie os valores e deveres da corporação”, acrescentou a PM.