O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, obteve nesta terça-feira, 30 de junho, a condenação de um homem de 36 anos acusado de participar do homicídio e da ocultação do corpo de uma mulher de 42 anos. A pena fixada foi de 20 anos.

O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, na capital mineira. Durante o julgamento, o réu confessou a participação no crime. A mãe e duas irmãs dele também foram denunciadas pelo MPMG, mas o julgamento delas ainda não tem data definida, já que recursos estão sendo analisados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
De acordo com a denúncia da Promotoria de Justiça, a vítima havia descoberto que a mãe do réu — que também é ré no processo — tinha desviado uma alta quantia originária de um empréstimo feito em nome do pai da vítima. Ao descobrir o ocorrido, a mulher foi tirar satisfação com os acusados e pedir que o dinheiro fosse imediatamente devolvido. Segundo apurado, durante a discussão, uma das filhas da esposa do pai da vítima afirmou que o valor seria restituído. Para a Promotoria de Justiça, a fala, no entanto, teve o objetivo apenas de ganhar tempo.
A denúncia afirma ainda que, já com um plano arquitetado, a família chamou a vítima até a residência novamente com o pretexto de devolver o dinheiro. No entanto, ela foi atraída para uma emboscada. Ao chegar ao local, a mulher foi atacada pelo réu com vários golpes de faca, o que, segundo o relatório da necropsia, causou a morte dela.
Após o crime, os acusados ocultaram o corpo da vítima, jogando-o dentro de uma cisterna da casa e utilizando argamassa para concretar e esconder o corpo no local.
O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público: crime cometido por motivo torpe, com uso de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O réu, que já está preso, deverá cumprir a pena em regime inicial fechado.
Ministério Público de Minas Gerais