Segundo informações obtidas pela Itatiaia, a apreensão ocorreu na noite desta segunda-feira (22), durante uma operação realizada por policiais penais do Cope
PorOswaldo Diniz e Maria Antônia Rebouças/Itatiaia

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master • Reprodução
Um aparelho celular foi apreendido na cela ocupada por Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A unidade é considerada uma das principais penitenciárias de segurança máxima de Minas Gerais.
Segundo informações obtidas pela Itatiaia, a apreensão ocorreu na noite desta segunda-feira (22), durante uma operação realizada por policiais penais do Comando de Operações Penitenciárias Especiais (Cope). A ação contou ainda com a presença do superintendente do Sistema Prisional.
Henrique Vorcaro está preso na ala 15, anexo 3 da unidade desde maio deste ano. As circunstâncias em que o aparelho foi encontrado ainda não foram detalhadas oficialmente.
A reportagem da Itatiaia procurou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) e aguarda um posicionamento sobre o caso.
Quem é Henrique Vorcaro?

Henrique e Daniel Vorcaro foram alvo de diferentes fases da operação Compliance Zero • Reprodução / Redes Sociais
Henrique Moura Vorcaro foi preso em 14 de maio durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A prisão ocorreu em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
De acordo com a Polícia Federal, Henrique Vorcaro teria atuado como operador financeiro de uma estrutura investigada por movimentações patrimoniais consideradas suspeitas e por supostas fraudes envolvendo títulos de crédito. Os investigadores também apuram a suspeita de ocultação e movimentação de bilhões de reais por meio de contas e fundos financeiros ligados ao grupo investigado.