Pré-candidato à Presidência tenta se desvencilhar das atividades investigadas do banqueiro e diz que empresas eram “exemplo de compliance”
Luciana Saravia/Metrópoles

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master durante a sessão conjunta do Congresso Nacional desta quinta-feira (21/5). Na tribuna, ele criticou o PT como o “lado da corrupção” e minimizou o contato que teve com Daniel Vorcaro para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro (PL).
A declaração se dá em meio à profunda crise vivida pela pré-campanha depois de o Intercept Brasil revelar a relação entre o filho mais velho do ex-presidente e o banqueiro, envolvendo a produção de Dark Horse. Como antecipado pelo colunista do Metrópoles Igor Gadelha, o senador visitou o banqueiro em sua casa em novembro de 2025, após a primeira prisão.
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O pré-candidato tenta se desvencilhar das fraudes financeiras de Vorcaro. Segundo ele, os repasses para o filme, que podem chegar a R$ 61 milhões, referem-se a “recursos privados” e, à época, as empresas de Vorcaro eram “exemplos de compliance“. Ao mesmo tempo, criticou “o outro lado”, em referência à esquerda, que “entende muito de corrupção”.
“Esse é o lado da corrupção. Do outro lado, está o filme do presidente Bolsonaro, que teve investimentos privados de alguém que, na época, não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar a sua conduta – inclusive, era premiado, as suas empresas eram premiadas como exemplos de compliance“, disse.
Na sequência, o ex-líder da bancada do PT, Lindbergh Farias (RJ), disse que o senador não explicou os áudios em que chama Vorcaro de “irmão”, ao que Flávio respondeu: “Seu chefe é ladrão” e “Toma vergonha, rapaz”.
Flávio nos EUA
Em meio à crise, Flávio deverá viajar aos Estados Unidos para tentar uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. Trata-se de uma tentativa de reforçar o alinhamento do pré-candidato ao trumpismo e retomar as agendas “positivas”.
O encontro é articulado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Ainda não há confirmação oficial da Casa Branca sobre a reunião em Washington D.C.
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