Marcos Gabiroba e a crônica da semana “A paciência é uma grande virtude”

A paciência é uma grande virtude e necessitamos dela para uma vida inteira e com ela sempre aprender mais, muito mais. Hoje tudo em dia se quer resolver às pressas. Todos os desejos devem ser cumpridos na hora com um simples aperto de um botão. Mas, nossa vida não é uma máquina que somente produz dias bons, não é verdade? Existem desde quando nascemos e começamos a compreender que somos gente, dias piores ou maus. OS dias bons passam depressa, muito depressa, mas, também os dias maus passam depressa também, não é outra verdade? Quando as coisas são horríveis, só depende do seu ou do nosso estar. A paz que reclamamos não a possuir, nem a encontrar, também depende de você e do seu estado de espírito. A compreensão que você caro ouvinte, reivindica a cada passo que dá na vida, também só depende de você, assim como a bondade que você admira nas pessoas e talvez, deseja possuir, com diálogo, base de toda boa convivência, também só depende de você. Esses pressupostos dependem, exclusivamente, de você, de mais ninguém. Assim é a vida. Às vezes, quem tudo se quer, tudo se perde, outra realidade insofismável.

Na correria do dia a dia já não encontramos tempo nem espaço para refletir mensagens de esperança e otimismo baseados nos acontecimentos comuns do cotidiano, ou fazer uma pequena ou mínima consideração de como estamos conduzindo a nossa vida. Vivemos um século marcado por luzes e sombras, esperanças e pesadelos. Novos ventos estão soprando, na maioria das vezes, gratificantes e consoladores com lições cada vez mais inesperadas. As múltiplas tarefas, o ritmo acelerado do nosso século e as mil solicitações externas veem podando, pouco a pouco um pedaço de cada pessoa e com isso, a disponibilidade para uma pequena meditação esvai-se. Nos desertos da nossa vida, não encontramos mais tempo, nem hora para alimentarmos nosso espírito com uma oração de fé verdadeira.

Na busca da felicidade esquecemos facilmente o valor dos gestos humildes, das palavras silenciosas e das pequenas coisas de cada dia. Em nossa vida moderna temos a tendência a supervalorizar o grandioso, o inédito ou o espetacular e com isso, perdemos, cada vez mais, o amor ao detalhe, o gosto pela vida e ao trabalho minucioso e bem feto; perdemos a simpatia por tudo o que é simples e despojado. A humildade é o silêncio perpétuo do coração. Já pensou nisso, caro ouvinte? A humildade é estar sem problema. É nunca estar descontente, irritado ou ofendido. É nunca se surpreender com qualquer coisa feita contra, mas é sentir que nada é feito sem a Graça de Deus. Significa que, quando eu ou você formos repreendidos ou desprezados, basta lembrar que ainda temos um lar abençoado dentro de nós onde entramos, fechamos a porta, ajoelhamos e, diante do Pai, em segredo estar em paz num profundo mar de calmaria, e tudo, tudo ao seu e meu redor é, nada mais é que o silêncio sem agitação nem proporções.

Pense nisso.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *