Caso Vanessa: Justiça emite mandado de prisão para principal suspeito de matar jovem

Homem de 43 anos cumpria pena em regime semiaberto domiciliar e teria confessado o crime por telefone antes de fugir
Renato Rios Neto Rebeca Nicholls Larissa Ricci Oswaldo Diniz Rômulo Ávila Talyssa Lima/Itatiaia

Principal suspeito de matar Vanessa Lara de Oliveira Silva

O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), por meio da Vara Única da Comarca de Juatuba, emitiu, nesta quarta-feira (11), um mandado de prisão para o principal suspeito de matar Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Imagens recebidas pela Itatiaia mostram o suspeito na Rodoviária de Belo Horizonte no início da tarde desta quarta-feira (11) e a divulgação pode ajudar a polícia a encontrar o foragido. O mandado de prisão provoca um alerta para policiais de todo o estado.

Vanessa foi encontrada morta, nessa terça-feira (10), em uma área de vegetação em Juatuba, na Grande BH. De acordo com a polícia, a vítima foi enforcada com um cabo de notebook.

Sine Juatuba suspendeu atividades nessa terça (10) após morte da jovem Vanessa Lara

A jovem estava sendo procurada por familiares desde segunda-feira (9), quando saiu do trabalho no Sistema Nacional de Emprego (Sine). De acordo com a polícia, o corpo da jovem tinha sinais de violência sexual.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.), registrado nessa terça-feira (10), o homem, de 43 anos, cumpria pena em regime semiaberto domiciliar e confessou o crime por telefone. Na sequência, ele fugiu para Belo Horizonte.

Ao conversarem com os familiares, os policiais relataram que, na última segunda-feira (9), o homem chegou em casa com arranhões pelo corpo, sujo de barro e com manchas de sangue nas roupas.

Na ocasião, ele afirmou que havia brigado com uma usuária de drogas, pediu R$ 200 à mãe e disse que iria morar nas ruas da capital mineira.

Enquanto os policiais conversavam com os parentes, o suspeito entrou em contato por telefone e teria assumido a autoria do crime.

Segundo o registro policial, “no momento em que os militares conversavam com os familiares, ele entrou em contato telefônico com eles [familiares] e assumiu a autoria do crime. Ao ser indagado sobre sua localização, informou que estaria no Centro de Belo Horizonte. Posteriormente, desligou a ligação e não mais atendeu ao telefone”. Desde então, a polícia busca pelo suspeito.

Histórico do suspeito

Segundo o B.O., o homem tem registros por suspeita de tentativa de estupro (2023), roubo (2015 e 2019) e tráfico de drogas (2018), de acordo com a Polícia Militar (PM).

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), o suspeito tem passagens pelo sistema prisional desde 2003.

O último registro de entrada foi na Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio, no Alto Paranaíba, onde permaneceu entre 3 de outubro de 2024 e 20 de dezembro de 2025. Após esse período, conforme a pasta, obteve progressão de pena e passou a cumprir prisão domiciliar, por decisão judicial.

Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ele responde por crimes de estupro, que está em segredo de justiça, e furtos.

Corpo encontrado

As buscas foram feitas a pé na vegetação e por sobrevoo com drone. Durante a ação, foi encontrada uma calça jeans feminina suja de barro. Pouco depois, o corpo da estudante de psicologia foi localizado sob uma árvore. De acordo com o B.O., a perícia técnica constatou que Vanessa morreu por estrangulamento, com o cabo de energia do próprio notebook.

Também foram identificados sinais de violência sexual.

No local, a perícia apreendeu a mochila, o celular e o notebook da vítima.

O que se sabe

Imagens de câmeras de segurança, às quais a Itatiaia teve acesso , mostram Vanessa saindo do trabalho, na agência do Sine, em Juatuba, e caminhando em direção ao ponto de ônibus. Ela seguiria para Pará de Minas, onde mora. Horas depois, foi localizada sem vida.

O velório da jovem ocorreu nesta quarta-feira (11) no Cemitério Parque da Serra, em Pará de Minas. Vanessa Lara era estudante de psicologia da Faculdade Católica do Pará de Minas (Fapam) e estava quase se formando.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil (PCMG) e aguarda um posicionamento.

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