Ex-funcionário do Careca do INSS detalha com exclusivida à coluna relação do lobista com Lulinha, o filho do presidente Lula Tácio Lorran/Metrópoles
Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, afirmou à coluna que o empresário costumava esbanjar uma suposta relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao tratar com fornecedores e parceiros comerciais.
“Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’, e sinalizava mostrando a mão com 4 dedos… falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria”, detalhou o ex-funcionário, hoje considerado uma testemunha-chave da Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Sem Desconto, que apura a chamada Farra do INSS, cujo esquema foi revelado pelo Metrópoles.
Lulinha é citado como possível sócio oculto do Careca do INSS em negócios na área da saúde que seriam realizados junto ao governo federal. Uma dessas parcerias previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.
A amiga do filho do presidente Lula é apontada como o núcleo político do Careca do INSS. Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação, em abril de 2025, ela manteve relações com o lobista, segundo a Polícia Federal.
A corporação também identificou, a partir de trocas de mensagens entre Roberta e o Careca do INSS, que ela avisou o empresário que a PF apreendeu um envelope “com nome do nosso amigo” e manifestou preocupação com a divulgação desse vínculo.
Os dois estiveram juntos na pasta no mesmo dia e representando a mesma empresa. Registros obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) revelam que o lobista esteve cinco vezes no ministério. Em 2024, ele se apresentou três vezes como diretor de uma empresa de telemedicina. Em uma dessas idas, estava acompanhado de Roberta Luchsinger. Já em 2025, o Careca do INSS entrou no prédio do Ministério da Saúde duas vezes como presidente da World Cannabis, a sua empresa de maconha.
Em nota anterior, a defesa de Luchsinger alegou que ela foi procurada por Antunes para atuar no mercado de canabidiol e que as atividades “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. Ela também assegurou que não tem envolvimento na fraude do INSS.
Veja o depoimento feito à coluna pelo ex-funcionário do Careca do INSS: