Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) criticaram, nos bastidores, declaração de Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador, de que o Bolsa Família terá período de transição para beneficiários.
“Quem está no Bolsa Família vai ter regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada. Com uma regra de transição por dois anos e o retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é um início de uma jornada”, declarou.
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Lideranças próximas ao candidato do PL afirmam que declaração mal colocada nessa reta final da campanha pode custar a eleição. “Ela não precisa dizer o que está dizendo agora”, pontua um aliado de Flávio, sob reserva.
Aliados de Daniella, por sua vez, minimizaram a polêmica e explicaram que a proposta dela prevê, na verdade, que beneficiários que aceitarem um emprego CLT ou abrirem uma empresa continuarão a receber o Bolsa Família por até dois anos.
Isso significa que, durante dois anos, o beneficiário continuaria recebendo o benefício, mesmo se conseguir um emprego ou abrir um negócio. Caso dê errado, o cidadão poderá retornar ao Bolsa Família.