Cento e Cinco: um campo, craques e muitas saudades

Futebolitabirano

Cento e Cinco: um campo, craques e muitas saudades – 

Por Nivaldo Barbosa

Nesta crônica, vamos falar de um time que já não existe mais. Um daqueles clubes que talvez não tenham levantado troféus como 105 ou escrito o nome entre os grandes campeões do futebol amador de Itabira, mas que, mesmo assim, deixaram uma marca que o tempo não consegue apagar. Estamos falando do Centro e Cinco, antes Acesita, primeiro campeão municipal de Itabira (1958) O clube nunca foi campeão como 105, mas tinha algo que fazia qualquer jogador sonhar em vestir sua camisa: um campo que todos gostariam de conhecer e, principalmente, de jogar.

Era um campo que tinha alambrado, arquibancada e uma característica que ficou na memória de quem viveu aquela época: uma bica d’água, que servia como uma verdadeira ducha durante o intervalo das partidas. Depois de um primeiro tempo de muita correria, era ali que os jogadores se refrescavam e recuperavam o fôlego para voltar ao jogo. Mas não era apenas o campo que fazia o Centro e Cinco ser especial. O time também tinha seus craques.

Entre eles estava Joãozinho, jogador que dava canseira em qualquer zagueiro. Habilidoso, atrevido e daqueles que não davam sossego à defesa adversária. Ao lado dele, nomes como Zé de Paula, Suca, Ildeu,  Toninho Camarão, entre tantos outros, ajudaram a construir a história de um time que, mesmo sem títulos, tinha estrelas próprias.Nem sempre a história é feita somente por campeões. Existem equipes que ficam eternizadas pelas lembranças, pelos jogadores, pelos campos, pelas tardes de domingo e pelas histórias contadas por quem esteve lá.

Não consigo precisar qual foi a última partida disputada pelo Centro e Cinco. O tempo passou, os anos levaram jogadores, dirigentes e torcedores para outros caminhos, e o clube acabou desaparecendo. Hoje, já não existe o time.O campo também não está mais lá.Restaram apenas as lembranças de quem vestiu aquela camisa, de quem correu por aquele gramado, de quem sentou na arquibancada e de quem viu aqueles craques em ação.

O Centro e Cinco não conquistou títulos, mas conquistou algo que talvez seja ainda mais difícil: um lugar na memória de quem viveu o futebol de Itabira. Hoje, quando lembramos daquele campo, da arquibancada, da bica d’água e daqueles jogadores que encantavam quem acompanhava o futebol amador, fica uma sensação de saudade. Uma saudade de um tempo que não volta mais. O Centro e Cinco acabou. Mas suas histórias continuam vivas na memória de quem jogou e de quem viu jogar aquele time de estrelas.

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