Em uma das disputas mais acirradas pelas duas cadeiras no Senado em todo país, Marília Campos liderou numericamente a maioria das pesquisas eleitorais, mas também chegou a figurar em empate técnico
Bruno Nogueira/Itatiaia

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) • Luci Sallum/Divulgação
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), foi eleita senadora por Minas Gerais neste domingo (4) para um mandato de oito anos. A petista recebeu 19,39% dos votos válidos, com 98,46% das urnas apuradas até às 21h20 – 3,9 milhões de eleitores.
Em uma das disputas mais acirradas pelas duas cadeiras no Senado em todo país, Marília Campos liderou numericamente a maioria das pesquisas eleitorais, mas também chegou a figurar em empate técnico com os candidatos Domingos Sávio (PL), Carlos Viana (PSD) e Aécio Neves (PSDB).
Domingos Sávio conquistou a primeira cadeira, com 24,32%, ou 4,9 milhões. Em terceiro lugar ficou o atual senador Carlos Viana (PSD), que vai deixar a Casa Alta do Congresso Nacional, com 17,48% dos votos – 3,5 milhões.
A petista conseguiu se destacar em razão do perfil moderado e de diálogo que adotou nos últimos anos, o que lhe rendeu quatro mandatos como prefeita de Contagem. Parte do sucesso também se deve pela parceria com a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL), que conseguiu segurar alguns dos segundos votos que poderiam ir para outros candidatos.
Acompanhe a apuração em tempo real.
Em sabatina da Itatiaia publicada no fim de agosto, Marília afirmou que gostaria de assumir uma das cadeiras do Senado pela importância que a Alta Casa do Congresso tem para discussões estratégicas de Minas Gerais.
“O Senado é um lugar estratégico. É no Senado que a gente discute o estado. É no Senado que a gente discute o orçamento. É nó Senado que a gente fiscaliza o Executivo e aprovam-se leis fundamentais, por exemplo a PEC da Segurança Pública e o fim da jornada 6×1. Com minha experiência de ter sido prefeita por quatro mandatos em Contagem, quero levar minha experiência e o compromisso com os municípios, com a população das cidades que precisam de saúde, educação e emprego”, disse.