Custo da construção em Minas Gerais aumenta 0,12% em março

Em março de 2026, o custo médio da construção, medido pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em parceria com a Caixa Econômica Federal, apresentou variação mensal de 0,12% em Minas Gerais, o décimo segundo maior do país em março, e 0,37% no Brasil. Os resultados dos últimos doze meses evidenciaram variações de 7,46% em Minas (o sétimo maior entre os estados) e 6,73% no Brasil. Outros resultados para Minas Gerais estão no release anexo; dados nacionais podem ser encontrados aqui. 

Material foi o componente que mais contribuiu para o aumento do índice em Minas – Foto: Roberto Dziura Jr./AEN

Para mais informações sobre esse assunto acesse a página do IBGE na Internet – www.ibge.gov.br ou diretamente na Agência de Notícias IBGE – http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) avançou 0,37% em março de 2026, ficando 0,14 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (0,23%). O acumulado dos últimos doze meses foi de 6,73%, resultado pouco acima ao registrado nos doze meses imediatamente anteriores (6,71%). No ano, o índice avança 2,15%. A taxa de março também se manteve próxima em relação a março de 2025 (0,35%). Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em fevereiro fechou em R$ 1.925,08, passou em março para R$ 1.932,27, sendo R$ 1.089,78 relativos aos materiais e R$ 842,49 à mão de obra.

A parcela dos materiais apresentou variação de 0,43%, subindo tanto em relação a fevereiro (0,36%), quanto a março do ano passado (0,35%), 0,07 e 0,08 ponto percentual respectivamente.

Já a parcela da mão de obra foi de 0,31%, registrando alta de 0,25 ponto percentual (p.p.) quando comparada a fevereiro (0,06%), influenciada pela captação de reajustes salariais decorrentes de dissídios coletivos. Em relação a março do ano anterior (0,36%), houve queda de 0,05 ponto percentual (p.p.).

Os acumulados do primeiro trimestre de 2026 foram: 1,06% para a parcela de materiais e 3,60% para a parcela de mão de obra. Em 12 meses, a parcela de materiais subiu 4,45% e a de mão de obra, 9,89%.

Com alta de 2,16 na Bahia, Região Nordeste registra maior variação

A Região Nordeste, com alta em todos os estados, com destaque para Paraíba e Bahia, influenciados pelo reajuste nas categorias profissionais, ficou com a maior variação regional em março, 0,95%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,16% (Norte), 0,14% (Sudeste), 0,03% (Sul) e 0,25% (Centro-Oeste).

O gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, explica que os profissionais da construção civil têm anualmente seus salários reajustados por acordos coletivos homologados entre sindicatos dos trabalhadores e da patronal do setor da construção. “Com um peso em torno de 40% no custo agregado do SINAPI, a parcela da mão de obra com um reajuste que atinge todos os profissionais em um mesmo momento tem grande influência na variação do custo por metro quadrado calculada nos estados. Apresentando este quadro, o estado da Bahia registrou a maior taxa para o mês de março, 2,16%”.

Outra alta significativa na Região Nordeste ocorreu na Paraíba (1,83%), também sob impacto do reajuste nas categorias profissionais.

Mais sobre o Sinapi

Criado em 1969, o Sinapi tem como objetivo a produção de informações de custos e índices de forma sistematizada e com abrangência nacional, visando a elaboração e avaliação de orçamentos, como também acompanhamento de custos. A próxima divulgação do Sinapi, referente a abril de 2026, está prevista para 12 de maio.

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