Erro 404: Metrópoles lança campanha para achar pessoas desaparecidas

Quando o leitor acessar um link quebrado do Metrópoles, será redirecionado para uma página com o perfil de uma pessoa desaparecida

Érica Montenegro/Metrópoles

O Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas em 2025, o que equivale a uma média de 232 casos por dia. Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam um aumento de 4,1% em relação a 2024. As causas para os desaparecimentos são as mais diversas possíveis e incluem desde violência urbana até questões relativas à saúde mental.

Após esmiuçar o assunto na reportagem Luta pelo Luto, dos repórteres Alfredo Henrique e Rebeca Ligabue, o portal Metrópoles mobiliza esforços na busca por pessoas desaparecidas.Play Video

A partir deste domingo (5/4), quando o usuário acessar um link quebrado do Metrópoles, será redirecionado para uma página na qual aparecerão a imagem e o perfil de uma pessoa desaparecida.

Arte MetrópolesGif com imagens representativas das páginas de erro da campanha 404

Na web, os links quebrados ocorrem devido a falhas de endereçamento e conduzem ao erro 404 – Página não encontrada.

As informações que estarão disponíveis a partir de agora na página 404 do Metrópoles vieram do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para a coleta de informações sobre pessoas desaparecidas.

Caso o usuário reconheça as pessoas desaparecidas e tenha informações sobre elas, deverá clicar nos links indicados na tela para repassar o que sabe às autoridades policiais.

Especialistas em segurança pública consideram que a ampla e rápida divulgação sobre o desaparecimento de alguém é uma das estratégias mais eficientes para a localização.

As fontes ouvidas pela reportagem também alertal para a necessidade de o país organizar informações sobre os desaparecimentos forçados, aqueles que ocorrem devido à atuação de facções criminosas nos “tribunais do crime” ou são decorrentes de violência policial, crimes sexuais, homicídios, tráfico de órgãos e tráfico humano.

Leia a reportagem especial Luta pelo Luto.

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