No texto, Bolsonaro afirma que pediu à esposa para que só se envolva mais diretamente na política após março deste ano. Segundo ele, a decisão está relacionada aos cuidados que Michelle vem dedicando à filha do casal, Laura, de 15 anos, recém-operada, além da assistência prestada a ele enquanto cumpre pena no Distrito Federal.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro também aproveitou a correspondência para enviar um recado aos correligionários. De acordo com o ex-presidente, em campanhas majoritárias e nas disputas por vagas ao Senado, os apoios devem ocorrer por meio do diálogo e do convencimento, “nunca por pressões ou ataques entre aliados”.

Na carta, o ex-chefe do Executivo agradece o apoio recebido e destaca que o futuro do Brasil depende da união do campo conservador. “Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu.
O documento circulou nas redes sociais e repercutiu entre apoiadores e lideranças políticas alinhadas ao ex-presidente.