Médico é preso suspeito de abuso sexual durante atendimento em BH

Advogado do médico negou que qualquer crime tenha ocorrido durante a consulta em clínica do bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de BH
Felipe Quintella Rebeca Nicholls/Itatiaia

Médico foi levado para a delegacia de plantão especializada em atendimento à mulher, no Barro Preto, onde teve a prisão em flagrante ratificada

Um médico, de 32 anos, foi preso, nesta quarta-feira (11), suspeito de cometer abuso sexual durante atendimento em clínica no bairro Santa Efigênia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Uma jovem, de 18 anos, denunciou que o crime ocorreu durante um exame endovaginal.

A princípio, a jovem foi ao consultório para realizar um ultrassom abdominal, mas o médico identificou a necessidade de realizar um exame endovaginal. De acordo com a jovem, o abuso começou após o início desse segundo exame. Na ocasião, ela alegou que o médico enfiou a mão nas partes íntimas dela, tirou o órgão genital para fora e tentou penetrá-la.

A moça contou que saiu correndo do consultório, e uma amiga acionou a Polícia Militar, que foi até a clínica, e prendeu o profissional. O homem foi levado para a delegacia de plantão especializada em atendimento à mulher, no Barro Preto, onde teve a prisão em flagrante ratificada.

Em entrevista à Itatiaia, o advogado do médico negou que o abuso sexual tenha ocorrido. “Ele mesmo atendeu mais de 10 pacientes com o mesmo tipo de exame endovaginal, sem problema. Tem várias, ele já é um médico antigo nessa área. Ele aguardou, se ele tivesse alguma coisa de errado, ele não teria aguardado a polícia, ele teria ido embora”, afirmou.

O advogado confirmou a realização dos dois exames. “Ele vai ser taxado como molestador, estuprador, alguma coisa, vai para audiência de custódia e vamos ver se a gente consegue relaxar a prisão, alguma coisa, porque daqui o médico vai para prisão, simplesmente porque ela falou”, continuou.

A mãe da vítima, por outro lado, expressou a indignação pelo ocorrido. “Espero que ele fique preso. Se não, ele vai fazer mais vítimas, se já não tiver feito, e as pessoas ficaram com medo de relatar por ele ser médico, tem um dinheirinho a mais… mas eu não tive medo. A gente confia nas pessoas, a pessoa vai e faz isso. Nunca imaginei isso num hospital. Hoje em dia não tá dando para confiar em ninguém, nem nos médicos”, contou.

Itatiaia demandou o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a clínica onde o crime foi registrado, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

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