Principal liderança do tráfico no aglomerado da Serra é preso pela PCMG na Bahia

Uma das principais lideranças de uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, foi presa pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), no Sul da Bahia, nessa quinta-feira (5/2). O homem, de 46 anos, estava foragido da Justiça e tinha mandado de prisão preventiva expedido por homicídio qualificado.

O suspeito foi localizado em um condomínio fechado, na praia de Guaratiba, município de Prado (BA), onde vivia em residência de alto padrão e, segundo as investigações, mantinha o comando remoto das atividades criminosas em Minas.

A prisão foi realizada pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), após trabalho contínuo de inteligência iniciado em novembro do ano passado.

“A investigação conseguiu identificar a localização exata de um alvo prioritário da segurança pública, com histórico de mais de 30 anos de envolvimento em tráfico de drogas, homicídios e crime organizado”, destacou o delegado Felipe Costa Marques de Freitas, chefe do Depatri.

Homicídio

Ainda de acordo com Felipe Freitas, a prisão é um desdobramento das apurações referentes ao homicídio ocorrido em dezembro do ano passado, na Avenida Carandaí, bairro Funcionários, em Belo Horizonte.

O crime resultou na deflagração da operação Dominus, quando foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão no Aglomerado da Serra, área estratégica disputada por organizações criminosas.

Segundo o delegado, o investigado exercia papel central na hierarquia do tráfico local e figurava como um dos principais tomadores de decisão da estrutura criminosa instalada na região. “Ele já possui três passagens pelo sistema prisional, todas relacionadas ao tráfico de drogas e à associação criminosa”, informou.

Apreensões

Durante a abordagem, foram apreendidos cadernos com anotações que indicam movimentações financeiras compatíveis com o tráfico de drogas, com registros de valores que variam de R$ 10,5 mil a R$ 250 mil. “Retirar esse indivíduo de circulação é fundamental para enfraquecer o poder de articulação da organização criminosa e avançar em novas frentes investigativas”, destacou Felipe Freitas.

Após a prisão, o homem foi imediatamente recambiado para Minas Gerais e apresentado à Justiça. As investigações prosseguem com foco na apuração de crimes patrimoniais e na possível lavagem e ocultação de bens vinculados à atividade criminosa.

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