Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro passa à reserva compulsória a partir de fevereiro de 2026 e vai continuar recebendo salário
João Rosa/Itatiaia

Relator da trama do golpe, Mauro Cid vai para a reserva remunerada do Exército
O tenente-coronel do Exército Mauro Cid, delator no processo sobre a tentativa de golpe de Estado, vai para a reserva remunerada da Força.
A medida foi oficializada por meio de portaria assinada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, após parecer favorável de uma comissão interna que analisou o pedido do militar. A chamada cota compulsória funciona como uma aposentadoria antecipada. Cid manterá a patente de tenente-coronel.
A passagem para a reserva está prevista para ocorrer a partir de 1º de fevereiro de 2026.
“O Centro de Comunicação Social do Exército informa que o pedido feito pelo Tenente-Coronel Mauro Cesar Barbosa Cid para passagem à reserva remunerada, na cota compulsória, foi deferido pelo Comandante do Exército”, informou a Força em nota.
Além disso, Mauro Cid terá prazo de até 90 dias para desocupar o imóvel funcional na vila militar de Brasília, onde reside atualmente.
Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Cid firmou acordo de delação premiada com o Supremo Tribunal Federal (STF), o que resultou em redução de pena no processo da trama golpista.
Ele foi condenado a dois anos de prisão, em regime aberto, e segue cumprindo medidas restritivas, como recolhimento noturno, proibição de deixar o país e de utilizar redes sociais.
Mauro Cid foi condenado pelos seguintes crimes:
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Organização criminosa armada;
- Dano qualificado;
- Deterioração de patrimônio tombado.
O pedido para a passagem à reserva foi feito em agosto, pouco antes do julgamento do caso pela Primeira Turma do STF.