Daiane Alves Souza foi vista pela última vez por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro, quando entrou no elevador do prédio
Gabriela Neves , Talyssa Lima/Itatiaia

Filho de síndico, que confessou ter matado corretora mineira em Goiás, foi preso acusado de participação no crime
O filho de Cleber Rosa de Oliveira, síndico que confessou ter assassinado a corretora mineira Daiane Alves de Souza, também foi preso apontado como cúmplice no crime. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Goiás, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), o Michael Douglas de Oliveira teria auxiliado o pai ao comprar um novo celular para ele e ajudar o suspeito a destruir possíveis provas do crime. Nesse caso, a atitude do filho configura obstrução da investigação policial. O homem teve a prisão temporária decretada.
Além da obstrução, a polícia investiga outras possíveis participações do filho no assassinato de Daiane. A suspeita da polícia é que o homem possa ter ajudado o síndico a ocultar o cadáver da vítima.
“O filho passou a obstruir a investigação policial, auxiliando o pai a destruir as provas. Tanto que ele fez, porque substituiu o telefone que ele usava até então por um aparelho novo. Por essa obstrução, por atrapalhar a investigação policial, foi decretada a prisão temporária dele. Ao decorrer dessa prisão cautelar é que vai se desvendar se foi só essa obstrução à investigação ou se ele promoveu, além disso, outro auxílio material na prática, principalmente da ocultação do cadáver”, afirmou o Delegado João Paulo Ferreira Mendes.
A prisão
A Polícia Civil de Goiás prendeu, durante a madrugada desta quarta-feira (28), dois homens que estariam envolvidos no assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos. Os suspeitos são o síndico do prédio onde a vítima morava, e foi vista pela última vez, Cleber Rosa de Oliveira, de 50 anos, e o filho dele, Michael Douglas de Oliveira.
Após ser preso, o síndico confessou a autoria do crime e indicou aos policiais onde escondeu o corpo da vítima. Daiana foi encontrada morta e enterrada em uma área de mata a cerca de 15km de Caldas Novas, cidade onde morava. Ainda segundo informações da Polícia Civil de Goiás, o corpo da vítima já se encontrava em estado de decomposição avançado.
Além do síndico e do filho, o porteiro do prédio onde o suspeito e vítima moravam também foi encaminhado à delegacia intimado a prestar depoimento. A polícia investiga se o homem também teria participação no crime.